Em Juiz de Fora e região, instituições públicas e privadas estão se mobilizando para ajudar moradores das cidades castigadas pelas chuvas nos últimos dias. A Prefeitura de Juiz de Fora já enviou cem colchões, 25 colchonetes e 30 cestas básicas para as famílias desalojadas de Cataguases e o mesmo contingente de donativos a Santa Rita do Jacutinga.
A PJF também disponibilizou engenheiros e técnicos da Defesa Civil para vistorias em Rio Preto e Chácara. Além disso, a Defesa Civil está recebendo doações de alimentos não-perecíveis (ver quadro).
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários também iniciou campanha para arrecadação de donativos na região. "Estamos sensibilizados não só para auxiliar as vítimas desta tragédia, mas para mobilizarmos mais pessoas para oferecer ajuda", diz o auxiliar administrativo do órgão, Anselmo Ítalo Leopoldino. A transportadora Rodoviário Camilo dos Santos já adiantou que vai receber donativos em Juiz de Fora, e o local para depósito dos itens deve ser divulgado hoje.
Moradores de outras cidades, afetadas ou não pelas enchentes, também podem fazer doações. Em Muriaé, a Polícia Militar está percorrendo as regiões menos afetadas e pedindo donativos, de porta em porta. De acordo com a assessoria de comunicação do órgão, a prioridade é para cobertores, garrafas ou copos de água mineral e cestas básicas.
Reconstrução
Em cidades como Visconde do Rio Branco, Ubá, Muriaé, Guidoval e Ponte Nova, outro tipo de ajuda está sendo concedida. Cerca de 130 pessoas, entre presidiários e agentes prisionais dos municípios, estão trabalhando na recuperação dos municípios, desentupindo bueiros, desobstruindo ruas e retirando entulhos carregados pelas enchentes. "Estamos vendo o sofrimento do povo. Nós estamos ajudando, fazendo a nossa parte", diz um dos detentos do Presídio de Visconde do Rio Branco, Alexandre Célio Barbosa, que está atuando como voluntário. A unidade prisional também organizou um ponto de coleta de água mineral, colchões e roupas. O diretor-geral da instituição, Alan Neves Ladeira Rezende, explica que a ideia é que, os presos possam trabalhar na reconstrução de pontes, ruas e prédios públicos após o período chuvoso.
O trabalho é autorizado pela Vara de Execução Penal, e a cada três dias se serviço, o presidiário cumpre um a menos de sua sentença, além de receber três quartos do salário mínimo.
