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Coletivos de JF e do Rio se unem para debater a realidade da periferia

nossos mortos tem voz
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Os coletivos Liberdade e Vozes da Rua, de Juiz de Fora, se uniram ao Espaço Pra Que e Pra Quem Servem as Pesquisas Sobre Favelas, Fórum Grita Baixada e a Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado na Baixada Fluminense, todos do Estado do Rio de Janeiro, para realizarem o evento “Nós construímos conhecimento”, que ocorrerá neste sábado (6), das 14h às 20h, na Rua Vitorino Braga, 126b, no bairro homônimo.

Com o objetivo de ratificar a discussão do lugar de fala de moradores de comunidades periféricas, o evento é gratuito e não é preciso realizar inscrições. Das 14h às 17h30 haverá um debate a partir da experiência do Espaço Pra que e Pra Quem Servem as Pesquisas sobre Favelas na construção e afirmação de uma “epistemologia favelada e periférica” com Fransérgio Goulart. Das 18h às 20h, será exibido o filme “Nossos mortos têm voz”, dirigido por Fernando Souza e Gabriel Barbosa, que retrata uma das nuances da violência no Estado do Rio.

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Goulart, um dos organizadores do evento, historiador e ativista dos movimentos fluminenses que estarão presentes, explica a motivação da iniciativa. “A nossa perspectiva é falar que a favela, tanto quanto a universidade, constrói conhecimento, epistemologia. A gente vem discutindo isso na cidade do Rio de Janeiro, e vem ganhando muito espaço. Um dos objetivos é nos afirmarmos como construtores de conhecimento e o espaço da favela também como este construtor.”

Ainda segundo o historiador,  a motivação de trazer a realidade fluminense para a população juiz-forana é a semelhança das áreas periféricas. “A gente sabe que existem muitas similaridades entre as periferias do Brasil inteiro, claro que com muitas diferenças também, mas a questão da violência do Estado, a relação com a universidade, a questão hierárquica ao falar sobre nós, acontece tanto no Rio quanto em Juiz de Fora e outras periferias.”

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