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Ação de arrombadores deixa bairro inseguro

porta de escritorio na rua paula lima foi arrombada com talhadeira leonardo iung

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Porta de escritório na Rua Paula Lima foi arrombada com talhadeira (Leonardo Iung)
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Porta de escritório na Rua Paula Lima foi arrombada com talhadeira (Leonardo Iung)

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A ação de arrombadores tem tirado a tranquilidade de moradores e trabalhadores do Bairro Jardim Glória, na região central da cidade. Nos últimos dois meses, a frequência dos casos a qualquer hora do dia e, principalmente nos fins de semana, depois que o comércio fecha as portas, tem levado insegurança para a comunidade, que reclama de pessoas em atitudes suspeitas pelos cantos das ruas, onde acontecem consumo de drogas e até cenas de sexo. No último domingo, dia 27, o advogado Leonardo Iung teve que ir a seu escritório na Rua Paula Lima depois que um vizinho ligou avisando que havia um homem desconhecido tentando entrar no imóvel. “Fui ao local e constatei que a porta tinha sido arrombada, com uma talhadeira, além de confirmar que havia uma janela quebrada. Foram furtados R$ 1.500 e um aparelho de celular. O arrombador pulou para o lava-jato vizinho, de onde ele furtou diversas coisas miúdas que estavam nos veículos”, contou o advogado, acrescentando que quatro residências perto do seu escritório já tinham sido arrombadas.

A proprietária de uma oficina de costura, na Rua João Pinheiro, considera que o bairro precisa de mais policiamento. “Há uma semana, uma moça foi assaltada na rua em pleno dia. Ela teve seu celular levado por um homem”, relatou a mulher, lembrando que um senhor que caminhava na rua também teve sua carteira retirada do bolso da calça por um desconhecido. Outra moradora afirmou que, em razão da localização de uma escola que atende pessoas com necessidades especiais naquela região, muitos cegos caminham pela rua. “É um perigo, pois eles tornam-se presas fáceis para esses batedores.”

Uma moradora de 74 anos afirmou que já nem atende a porta devido ao medo. “Muitas pessoas batem aqui, mas não atendo, porque fico insegura de ser algum ladrão”, teme a moradora, que já teve uma conhecida assaltada na porta de um supermercado. Outro morador antigo da Rua Paula Lima, um homem de 56 anos, disse que o bairro perdeu o clima pacato. “No período da noite, está um perigo. Vi uma moça sendo perseguida por dois homens. Dei um jeito para eles me verem e peguei no celular, a dupla fugiu em seguida”, relatou o residente, completando que há uma travessa na via que serve de rota de fuga e ponto de consumo de drogas.

Câmara solicita base móvel da PM

A pedido dos moradores do Jardim Glória, o vereador Roberto Cupolillo (Betão, PT) elaborou uma representação, que foi aprovada pela Câmara Municipal, solicitando, ao comando da Polícia Militar, a instalação de uma base comunitária móvel no bairro, a fim de coibir os crimes. “É uma área onde vêm acontecendo muitos assaltos. Agora vamos esperar a resposta do comando”, afirmou o vereador. O jornal tentou contato com a Polícia Militar na tarde de ontem, mas não obteve retorno.

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Desde agosto, a Tribuna vem fazendo uma série de reportagens, mostrando casos de arrombamentos em diversas regiões da cidade. O crime foi denunciado como frequente por moradores dos bairros Carlos Chagas, na Zona Norte; Santa Helena, na região central; Bosque do Imperador e Novo Horizonte, na Cidade Alta; Estrela Sul e Sagrado Coração, região Sul; e Poço Rico, na Zona Sudeste. Os casos denotam que este tipo de crime está pulverizado pela cidade.

Conforme dados da Polícia Militar, seis residências foram alvos de criminosos a cada dia, em Juiz de Fora, no primeiro semestre deste ano, como já foi noticiado. Ao todo, foram 1.380 casos divididos em furtos, arrombamentos, assaltos à mão armada e tentativas destes tipos de crime, entre janeiro e julho.

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