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Ambulantes serão mantidos na Getúlio Vargas este ano

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Projeto de transferência dos trabalhadores foi adiado
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Projeto de transferência dos trabalhadores foi adiado

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Os cerca de 30 ambulantes que hoje ocupam toda a extensão da Avenida Getúlio Vargas não serão retirados da via este ano. Em junho, a Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) havia divulgado que, a partir de 60 dias, as providências seriam adotadas para a retirada das barracas. Uma das possibilidades seria a transferência dos vendedores para um galpão, que seria alugado pela Prefeitura na mesma avenida. A mudança, que seria definitiva, chegou a ser anunciada para o Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio) como parte do conjunto de intervenções necessárias para a implantação do projeto de revitalização da Getúlio Vargas. No entanto, a SAU informou, na última semana, que não vai haver alteração por enquanto, já que as obras no local não acontecerão mais este ano.

De acordo com a assessoria de comunicação da secretaria, a modificação nos planos foi necessária para minimizar os transtornos no trânsito na área central enquanto ocorrem as obras de construções da ponte, na Avenida Brasil, e duas trincheiras, na Avenida Francisco Bernardino e Rua Benjamin Constant. Até o momento, ainda segundo a SAU, não há previsão de quando o processo de revitalização e a retirada dos ambulantes serão concretizados.

Há dois meses, em reunião com o Sindicomércio, a categoria foi consultada sobre as mudanças, e a SAU pediu apoio nas intervenções necessárias, principalmente no que dizia respeito às melhorias em calçadas e marquises. Procurado pela Tribuna, o presidente do sindicato, Emerson Beloti, disse que lamenta o adiamento. "É uma situação que deveria ser resolvida para melhorar a mobilidade urbana. Naturalmente, as chuvas vão começar em breve e, mais um ano, os ambulantes vão sofrer. Eles ficam expostos ao sol, às chuvas, e nem banheiros têm disponíveis."

Apesar de alguns comerciantes ainda serem resistentes às obras, Beloti disse que eles já entendiam a importância das intervenções, principalmente para o futuro do próprio negócio. "A Getúlio Vargas está em caso terminal. Alguma coisa precisa ser feita."

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Opiniões divididas

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Por outro lado, pessoas que circulam diariamente pela via têm opiniões divididas com relação à permanência dos vendedores ambulantes. O metalúrgico Luiz Cláudio Venâncio, 37 anos, diz que as barracas atrapalham os pedestres, principalmente em horários de pico e dias de tempo instável. "Observo a situação diariamente, pois me desloco até a avenida para conseguir meu ônibus. Quando chove, e a aglomeração de pessoas na calçada é maior, percebemos que as barracas ocupam um espaço que seria essencial." Já a costureira Maria Aparecida Junqueira, 49, não identifica qualquer problema com a presença dos ambulantes. "Eles sempre estiveram aqui. A Getúlio é democrática e tem espaço para todos." Opinião semelhante tem o aposentado José Eugênio Guedes, 69. "Nunca me atrapalhou. E acho o serviço bem oferecido, principalmente dos vendedores de frutas."

 

Camelôs aguardam proposta

Vendedor ambulante na Avenida Getúlio Vargas há mais de dez anos, Ricardo Tamini, 41 anos, informou que, após o anúncio em junho que preocupou a categoria, nada mais foi discutido. Ele disse que aguarda um novo posicionamento da Prefeitura, mas teme a transferência para um galpão. "O lugar que queriam nos colocar não é bom, porque as barracas seriam menores e nada atrativas. Sustento minha família com este ganho e não sei o que pode acontecer se nos retirarem."

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Conforme a presidente da Associação dos Ambulantes e Artesãos de Juiz de Fora, Andiara Martins da Silva, 47, a categoria não aceita ser colocada em um galpão, como foi inicialmente divulgado. "Ainda não conversaram conosco, mas este local está descartado. Os vendedores não querem ir para o galpão. Só aceitaríamos se fosse algo provisório, durante as obras, mas ainda precisamos discutir esta situação."

Segundo ela, uma proposta seria continuarem na Getúlio Vargas, mas com barracas padronizadas, que os protegessem do sol e da chuva. Ou então, um segundo plano seria transferi-los para ruas adjacentes, como a parte baixa das ruas Marechal Deodoro e Halfeld. "Vamos aguardar o fim do período eleitoral e voltar a conversar com a Prefeitura. Estamos aqui para dialogar, e é isso que esperamos do Executivo."

 

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