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Muro de imóvel ameaça desabar no Centro

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Imagem retrata a área em 2011
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Imagem retrata a área em 2011

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Corrigida em 03/08 às 15h05

A Defesa Civil isolou nesta quinta-feira (02) parte da calçada na esquina da Avenida Presidente Itamar Franco com a Rua Espírito Santo, no Centro, onde está localizado o imóvel conhecido como Palacete dos Fellet. O muro da edificação, construída no início do século XX e abandonada desde 1994, ameaça cair e precisou ser escorado com toras de madeira. Na quarta-feira, funcionários do Demlurb fizeram uma limpeza geral no casarão, e a vegetação que encobria a estrutura já danificada do prédio foi retirada, expondo ainda mais a degradação do palacete. Técnicos do serviço de Zoonoses da Secretaria de Saúde também realizaram trabalhos no local. A limpeza foi solicitada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), até como forma de verificar a real situação estrutural do prédio.

Conforme a Divisão de Patrimônio Cultural (Dipac) da Funalfa, o tombamento do Palacete dos Fellet foi aprovado este ano, mas os proprietários ainda serão notificados, e o processo será encaminhado para sanção do prefeito. Porém, esse procedimento ainda não teria data para ocorrer.

O abandono do casarão vem causando problemas para a vizinhança há vários anos, já que o imóvel é frequentado por usuários de drogas e moradores de rua, além de ser usado como esconderijo por assaltantes. No início deste ano, a Tribuna flagrou um homem pulando o muro e usando o local como banheiro. Em outubro do ano passado, o corpo de um jovem de 20 anos foi encontrado dentro da edificação. Em fevereiro do mesmo ano, a Defesa Civil elaborou laudo técnico em que informava sobre o risco iminente de queda e a necessidade de intervenção.

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Construído por João Fellet, o palacete foi herdado por sua filha, Olinda Fellet, que morreu em 1993. Vendido por seu filho a uma construtora, o prédio começou a ser demolido no carnaval do ano seguinte. Como o imóvel estava com processo de tombamento em estudo pela antiga Comissão Permanente Técnico Cultural (CPTC), o Ministério Público conseguiu embargar a obra e, desde então, a situação do imóvel continua sendo discutida.

(Correção: O palecete foi herdado pela filha de João Fellet e não pela irmã como havia sido divulgado)

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