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Polícia estoura cativeiro no Parque das Torres

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Oito suspeitos foram encaminhados à delegacia
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Oito suspeitos foram encaminhados à delegacia

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A 3ª Delegacia de Polícia Civil vai investigar o caso do suposto sequestro de um auxiliar de serviços gerais de 47 anos. Ele teria permanecido preso por cerca de oito horas, em um barraco, no Parque das Torres, Zona Norte, onde foi amarrado, amordaçado e torturado, com uso de espetos de churrasco e pedaços de pau. Ao ser libertado, ele acionou a Polícia Civil, uma vez que estaria sob ameaça de morte. Diante das informações das possíveis identificações dos autores, uma operação foi montada, resultando na prisão de seis pessoas, entre elas duas mulheres, e apreensão de dois adolescentes.

Em um bar, no mesmo bairro, onde a maioria dos suspeitos foi localizada, a Polícia Civil apreendeu 14 porções de maconha, 15 pedras de crack, cocaína, material para embalagem de entorpecente, R$ 500, três facas, um pé-de-cabra, um serrote, quatro celulares e dois bastões de madeira, que também teriam sido utilizados para agredir a vítima. O flagrante foi possível depois que os investigadores abordaram um homem entregando drogas a um grupo num Fiesta prata próximo ao local indicado pela vítima como cativeiro. Parte da substância ilícita estava no carro, que foi apreendido, e outra foi achada no meio de um matagal.

O auxiliar de serviços gerais registrou ocorrência na PM, na quarta-feira, relatando que teria sido abordado por seis homens, que o teriam amarrado, amordaçado e torturado. Os agressores acusavam a vítima de ter furtado uma nota promissória de R$ 14 mil no bar da mãe de um dos suspeitos. Eles teriam ameaçado matar o auxiliar e sua família caso o documento não aparecesse até ontem. A vítima foi levada ao cativeiro no Parque das Torres, permanecendo lá das 8h às 16h, quando foi liberado, sob ameaças, para ir até sua casa buscar a promissória.

Ferimentos

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Na construção de alvenaria, de difícil acesso no meio do mato, os policiais localizaram pedaços de fio e de borracha, além de espetos de churrasco, que teriam sido usados para intimidar, imobilizar e agredir a vítima, que apresentava ferimentos. Uma mulher suspeita de guardar o local foi presa. "Eles me fincavam espetos, me batiam e chutavam. Todo o tempo alegavam que peguei um documento, mas não sei de nada", disse o auxiliar de serviços gerais.

Todos os suspeitos foram encaminhados à delegacia, em Santa Terezinha, onde, até o fim desta edição, prestavam depoimentos. A 3ª Delegacia abriu inquérito para apurar os crimes de cárcere privado, formação de quadrilha e tráfico de drogas.
 

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