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UFJF incrementa setor de pós-graduação

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A UFJF anunciou ontem o incremento de 71% na verba anual destinada aos programas de pós-graduação (PPGs) stricto sensu. Mais R$ 1,87 milhão do orçamento da instituição será alocado para a compra de equipamentos e softwares, fortalecimento das bibliotecas, aumento do número de bolsas de monitoria e fomento à publicação internacional de 30 cursos de mestrado e 14 de doutorado, em todas as áreas de conhecimento. Ao todo, serão investidos R$ 4,7 milhões por ano no setor de pesquisa, já a partir de 2011. Também foi divulgada a abertura de cem novas bolsas de iniciação científica, além de aumento de 10% nas bolsas financiadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

"O importante apoio aos PPGs e à pesquisa passa a ser uma política da UFJF, antes mais focada em sua vocação para a graduação. Temos os melhores professores, servidores qualificados e alunos em excelentes condições, então temos que fomentar a pesquisa, oferecendo um combustível aditivado para acompanhar o ritmo dos recursos humanos que temos", comentou o reitor Henrique Duque. Segundo o pró-reitor de Pós-Graduação, Fernando Perobelli, o objetivo do investimento é consolidar e ampliar o sistema de pós-graduação da universidade. "Em 2005, eram oito cursos. Hoje, são 30, só de mestrado. Na última avaliação trienal da Capes, fomos a segunda instituição federal de ensino superior mineira com maior índice de crescimento na pesquisa, com 8,4% de variação. Para um sistema novo como o nosso, construído a partir de 2006, o resultado é muito expressivo", afirmou, lembrando que a expectativa é que o investimento contribua para a elevação do conceito da UFJF junto à Capes nas próximas avaliações.

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O pró-reitor destacou, entre os incentivos, o aporte de R$ 473.700 anuais para a adição de uma bolsa de monitoria para cada curso de mestrado e doutorado, que passarão a contar com três bolsistas cada. "Precisamos de competitividade na captação dos alunos, que, muitas vezes, deixam de vir para a UFJF porque não têm custeamento. Estudantes melhores e mais qualificados representam maior coeficiente de publicações." O reitor Henrique Duque completou, dizendo que, durante o último encontro da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizado na semana passada em Brasília, o Governo federal confirmou reajuste de 10% nas bolsas da Capes e a ampliação de 100% nas vagas para o doutorado "sanduíche" – realizado parcialmente no exterior .

Além do valor destinado pela UFJF à ampliação das bolsas oferecidas, serão R$ 900 mil anuais para aquisição de equipamentos e softwares, a fim de fortalecer a infraestrutura dos laboratórios, R$ 300 mil para melhorias nas bibliotecas da pós-graduação e R$ 200 mil para o fomento à publicação internacional, por meio do apoio à tradução de artigos científicos com potencial de divulgação em revistas.

O reitor Henrique Duque lembrou, em entrevista na tarde de ontem, que o investimento e a consequente expansão da pesquisa na UFJF também contribuirão para a alimentação do Parque Científico e Tecnológico de Juiz de Fora. Ele anunciou a abertura de licitação, ainda este ano, para a construção do espaço, que deve custar entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões, e a posterior edificação do prédio institucional do empreendimento. "Será o maior parque tecnológico do Brasil, com 920 mil metros quadrados, na BR-040, em frente ao Expominas-JF, e mais 180 mil metros quadrados de reserva ecológica, em Lima Duarte", destacou.

O reitor comentou, ainda, que uma empresa europeia da área de inovação manifestou interesse em ser âncora do parque, tendo pedido prazo de seis meses para confirmar a instalação em Juiz de Fora. Duque visitou as sedes da firma em Portugal, França e Itália, e afirmou que, embora tenha assinado termo de sigilo sobre o nome da companhia, ela representa 7,5% do mercado mundial do setor e estaria disposta a concentrar a incubação e produção na cidade, empregando funcionários com salários entre R$ 8 mil e R$ 15 mil. "O Brasil é a bola da vez. Então a universidade tem que aproveitar o bom momento para acompanhar esse ritmo de crescimento."

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