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Trabalhadores do HU-UFJF suspendem greve após impasse em negociação e decisão judicial

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HU-UFJF possui um departamento para atendimento de doenças raras e é referência na região (Foto: HU-UFJF/Divulgação)

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Os trabalhadores do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF) decidiram suspender a greve na noite da última quinta-feira (2). A decisão foi tomada em assembleia realizada às 20h e o encerramento do movimento ocorreu às 21h18, conforme informou o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal em Minas Gerais (Sindsep-MG). A paralisação das atividades havia sido iniciada na segunda-feira (30). 

De acordo com a diretora da Secretaria de Coordenação Política e Empresas Públicas do sindicato, Aline Thais Lourenço de Oliveira, a suspensão da paralisação ocorreu em um contexto de forte pressão institucional e judicial, após uma série de impasses nas negociações com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), atualmente denominada HU Brasil.

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Segundo o sindicato, uma proposta apresentada pela HU Brasil  de última hora foi considerada insuficiente pela categoria. Em assembleias anteriores, os trabalhadores já haviam rejeitado os termos e optado pela continuidade da greve. 

Com a falta de acordo, o processo de mediação foi encerrado e o caso passou a ser tratado na Justiça. A empresa e o Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizaram dissídio coletivo, transferindo a decisão final para o Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Um dos fatores decisivos para o fim da paralisação foi um despacho recente do TST, emitido na tarde de quarta-feira (1º), que alterou as regras do movimento. A decisão determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade, permitindo apenas 20% de adesão à greve. 

Além disso, a categoria reagiu com insatisfação à orientação da HU Brasil para que fossem realizados descontos imediatos em folha relativos aos dias parados. Para o sindicato, a medida representa uma forma de retaliação antes mesmo do julgamento do dissídio.

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Diante do cenário, marcado pela judicialização do conflito e pelo risco financeiro aos trabalhadores, a maioria optou por suspender a greve e aguardar a decisão do TST. O sindicato informou que pretende atuar judicialmente para reverter os descontos salariais e defender as reivindicações da categoria. 

As reivindicações do sindicato são referentes à reposição das perdas salariais dos trabalhadores da empresa. Além disso, a categoria solicita a melhoria nas cláusulas sociais, como auxílio-creche e alimentação, além da solução do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). 

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“O setor administrativo encontra-se com remuneração abaixo de dois salários mínimos, exercendo a função de analista na maioria das vezes. Já os técnicos em enfermagem, em sua maioria, precisam manter dois vínculos de trabalho para complementar a renda. Permanecemos em contato permanente com a gestão do HU da UFJF, e os plantões estão sendo organizados em comum acordo, para que seja preservado o atendimento necessário à população”, informou o Sindsep-MG a Tribuna na terça-feira (31). 

A reportagem solicitou o posicionamento da UFJF e da HU Brasil, e a matéria será atualizada quando houver o retorno. 

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