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Fogo destrói fábrica

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No momento da ocorrência, além da reclamação sobre a demora, moradores queixaram-se da falta de água
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No momento da ocorrência, além da reclamação sobre a demora, moradores queixaram-se da falta de água

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Um incêndio destruiu uma fábrica de meias no Bairro Teixeiras, Zona Sul, na tarde de ontem. O fogo começou no primeiro andar do estabelecimento, nos fundos de uma casa na Rua Professora Noêmia Mendonça, e rapidamente se alastrou para o segundo andar. O imóvel residencial não foi atingido. As chamas chegaram ao teto do imóvel e, de longe, era possível avistar a fumaça. Uma funcionária estava trabalhando no local, mas não se feriu. Populares e vizinhos ajudaram a retirar parte do estoque de fios de algodão e de material sintético para evitar ainda mais prejuízos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e contou com cerca de 30 homens para controlar as chamas. Oito viaturas foram enviadas ao endereço, sendo quatro caminhões-tanque. Foi preciso ainda contar com apoio de um caminhão da Cesama e outro da Empav.

A funcionária que estava na fábrica de 29 anos contou que o fogo começou próximo a uma das máquinas. "Estava virando meia e, de repente, uma das máquinas explodiu. Joguei água, mas não consegui apagar e já liguei para os bombeiros. Mas demoraram mais de meia hora. Quando chegaram, o fogo já estava no segundo andar."

O proprietário da fábrica, Rodrigo Mendonça Ventura de Barros, não estava no local na hora do acidente. "Estava indo pegar uma mercadoria, quando nos ligaram. Voltei correndo e me deparei com a fábrica em chamas. Não tenho nem como calcular o prejuízo", contou Rodrigo, que chegou a passar mal no local. Além da funcionária que estava na fábrica, a mulher do dono estava em casa, mas conseguiu deixar o imóvel.

No momento da ocorrência, além da reclamação sobre a demora, moradores queixaram-se da falta de água nos caminhões. "Não tinham água", contou uma vizinha. Houve ainda relatos de rompimento de uma das mangueiras. O assessor de comunicação organizacional do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, capitão Marcos Moreira Santiago, entretanto, garantiu que o atendimento foi realizado no prazo adequado. "A primeira solicitação foi feita às 16h17, e o primeiro caminhão-tanque a chegar informou o ponto zero às 16h25, ou seja, oito minutos, o tempo de deslocamento. Mas entendo que para quem está vendo tudo ser consumido pelo fogo, esse tempo pareça uma eternidade." Já sobre o rompimento da mangueira, o capitão disse apenas que: "Se houve, não comprometeu o trabalho. O material que usamos é novo, mas pode acontecer por diferença de pressão ou algo assim." Ainda sobre a falta de água, Santiago destacou que cada caminhão tem capacidade para cinco mil a oito mil litros, o que é consumido em sete minutos. "Por isso os quatro caminhões foram empenhados, e um ficou por conta só do abastecimento. Mesmo assim, como era uma ocorrência de destaque, acionamos os órgãos de apoio, como a Prefeitura."

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Até o início da noite, os bombeiros trabalhavam no rescaldo. Hoje a equipe de prevenção estará no local para verificar se a fábrica possuía o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), que estabelece normas de prevenção e combate a incêndio. A Defesa Civil também fará a avaliação do imóvel.

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