
300 estudantes reivindicam maior segurança
Cerca de 300 estudantes do Colégio de Aplicação João XXIII protestaram, na manhã de ontem, contra as dificuldades enfrentadas com o trânsito na porta da escola. Usando cavaletes e com faixas com mensagens de alerta aos motoristas, o grupo impediu a passagem dos veículos na Rua Visconde de Mauá, no Bairro Santa Helena, provocando retenção na via. Os alunos reclamam que os automóveis abusam da velocidade, complicando a travessia dos pedestres, em sua maioria, estudantes e funcionários do colégio. "Os carros passam acelerados, e os pais também param em locais impróprios para o desembarque dos filhos", disse a estudante do nono ano do ensino fundamental Camila Rocha. Para minimizar esse problema, a comunidade pede a colocação de redutores de velocidade e também reivindica a presença de um agente de trânsito nos horários de entrada e saída da escola para controlar o fluxo de pessoas e veículos. "A prioridade aqui não é do pedestre", reclamou a aluna do terceiro ano do ensino médio Mariana Terror.
Outro problema apontado pela comunidade escolar é o número reduzido de ônibus que atende a região no horário da manhã. "Só tem um que passa no Centro às 6h28 e vem lotado", contou o estudante do segundo ano do ensino médio Arthur Bassolli. O discente informou que já foram enviados ofícios à Settra com essas solicitações, mas a resposta é sempre negativa.
De acordo com a assessoria de comunicação da pasta, não há disponibilidade de enviar agentes de trânsito para o local porque a distribuição do quadro para o decorrer do ano, com 78 funcionários, já foi concluída. Ainda segundo informações da assessoria, a distribuição é feita para as escolas onde há o maior fluxo de veículos e grande passagem de pedestres, o que ocorre tanto em colégios particulares como públicos. Atualmente, os agentes ajudam nas travessias das escolas estaduais Professor Quesnel, no Fábrica, Fernando Lobo, no São Mateus, e Henrique Burnier, no Poço Rico, além dos colégios Santa Catarina, dos Jesuítas e Stella Matutina, na região central. Já a PM atua no Granbery e na Academia.
A Settra informa que entrará em contato com a escola para propor a realização do projeto "Monitores de travessia", desempenhado por um voluntário da instituição ou da comunidade escolar, após treinamento e fornecimento de material de uso, como coletes. Em relação à reivindicação do quebra-molas, a Settra esclareceu que o pedido foi negado uma vez que no local há uma curva, sendo tecnicamente inviável a colocação.
Para melhorar a visibilidade dos motoristas, o ponto de ônibus que existia próximo ao colégio foi transferido no ano passado. A assessoria da Settra informou ainda que não havia solicitações da comunidade para ampliação das linhas de ônibus que atendem ao colégio. Entretanto, a secretaria está realizando um estudo nos locais de embarque e desembarque da frota na cidade para verificar a necessidade de aumento da quantidade de ônibus e também avaliando a possível readequação dos horários. A previsão é de que o estudo seja concluído em 90 dias. Se for verificada a necessidade de mudança nas linhas que circulam na região do colégio, será feita o quanto antes.

