
Impacto foi sentido na Rua Barão de Cataguases
O rompimento em uma rede de distribuição da Cesama em plena Avenida Rio Branco, esquina com a Rua Benjamin Constant, interrompeu o abastecimento de água no Centro e causou um nó no tráfego no início da tarde de ontem. Buzinaço, motoristas estressados, ânimos exaltados e cheiro forte de embreagem eram elementos do cenário de caos que tomou conta do Centro. Foi preciso paciência para enfrentar os engarrafamentos em boa parte das vias, já que a pista sentido Manoel Honório/Bom Pastor foi fechada para as obras de recuperação da rede. Todo o fluxo que passava pela Rio Branco vindo das regiões Norte e Nordeste da cidade teve que ser desviado para as ruas Barão de Cataguases e Benjamin Constant, desembocando na Avenida Olegário Maciel, que foi uma das vias mais saturadas no momento de pico, entre 12h30 e 14h.
A Tribuna circulou pela região central e verificou que até motoristas que tentavam rotas alternativas, acabavam se surpreendendo com retenções. Com o nó na interseção da Rio Branco com Benjamin, em efeito cascata, várias vias foram afetadas, como avenidas dos Andradas e Francisco Bernardino e as ruas Barão de Cataguases, João Pinheiro e Santo Antônio. "Não tem como fugir. O pior é que fica todo mundo impaciente porque é sofrido lidar com os engarrafamentos, principalmente nesse sol", disse o mecânico Cláudio de Souza Eduardo, 35 anos.
Muita gente se atrasou para compromissos por conta dos congestionamentos. "Preciso chegar ao Ministério do Trabalho às 14h, mas será impossível", comentou o empresário Fernando Goretti. "Até de moto está difícil porque parou tudo. Muitos carros fecham o corredor, o que impede a circulação", contou o motorista Francisco Carlos Dias, 45. "Um trajeto que eu faria em 20 minutos, fiz em 45", disse o taxista Cláudio Silva. Para tentar amenizar a confusão, 12 agentes da Settra foram deslocados para os cruzamentos da área central.
Erosão
Segundo o diretor técnico operacional da Cesama, Joaquim Tarcísio Guedes Tostes, a ruptura da rede de distribuição de água se deve a um processo erosivo no asfalto. "Como o rompimento era de médias proporções foi preciso agir rapidamente. Pedimos a Settra para desviar o trânsito e realizamos a sondagem, onde foi constatado o problema. Às 11h, fechamos a água e iniciamos os trabalhos, do contrário, o abastecimento seria ainda mais comprometimento. À princípio, poucos consumidores ficaram totalmente sem água, já que o correto é ter um mínimo de reservatório. Com a conclusão das obras, à noite tudo volta ao normal já que a área afetada é bem plana e a recuperação é rápida."
A suspeita é de que o tráfego de coletivos pela pista lateral tenha sobrecarregado o subsolo, ocasionando o rompimento da tubulação. "Essa é uma hipótese mais provável." Cerca de seis metros de rede foram trocados e o abastecimento foi restabelecido no início da noite.

