
Chamas atingiram rede elétrica do estabelecimento
Um princípio de incêndio em uma loja de vestuário, no Calçadão da Rua Halfeld, Centro, assustou comerciantes e pedestres na manhã de ontem. Depois de a fumaça tomar conta do local, o estabelecimento foi evacuado, e o Corpo de Bombeiros foi acionado. As chamas atingiram a rede elétrica entre o segundo e terceiro pavimentos. Quando os militares chegaram ao endereço, o fogo já havia sido controlado pelos funcionários, que usaram extintores. Apesar do susto e da aglomeração de curiosos, ninguém ficou ferido. A loja foi fechada, com previsão de reabertura hoje. Segundo o bombeiro responsável pela operação, tenente Acácio Tristão, a suspeita é de que o incêndio tenha começado com um curto-circuito na tubulação da rede elétrica. "O fogo teve início lá. Como o prédio fica fechado por causa do ar condicionado, saiu muita fumaça."
Conforme o assessor do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4º BBM), capitão Marcos Moreira Santiago, um dos principais problemas na região central é o fato de os prédios serem antigos, e muitos funcionarem em condições diferentes daquelas para as quais foram projetados. "Alguns usam muito mais energia elétrica atualmente do que total liberado quando os imóveis foram planejados, ou têm estoques maiores do que o que seria seguro, criando mais carga de incêndio." Por isso, segundo o militar, é essencial que o auto de vistoria dos bombeiros esteja em dia. "O documento garante que o imóvel está seguro em condições normais de funcionamento, e respeita as normas previstas por lei."
Na Floriano
Mesmo não havendo vítimas ou dano material relevante na ocorrência de ontem, a notícia se espalhou rápido, deixando algumas pessoas apreensivas. Um dos fatores que agravaram a sensação de insegurança foi a lembrança do incêndio que destruiu parte do comércio entre a Rua Floriano Peixoto e a Avenida Getúlio Vargas, em outubro do ano passado. "Até saber que não havia perigo, fiquei com medo, porque, na Floriano, o fogo se alastrou muito rapidamente", disse uma gerente de loja da região, que preferiu não se identificar.
Na ocasião, um dos edifícios mais afetados foi o do Castelo da Borracha, que precisou ser demolido em função dos danos causados pelo fogo. Mais de 50% do imóvel já foram demolidos, e a previsão é de que o trabalho seja concluído no início de março.
Uma das questões levantadas, na época do incêndio na Floriano e Getúlio, foi a quantidade de hidrantes existentes no Centro. Conforme avaliação dos bombeiros, seriam necessários mais 17 dispositivos, além dos 22 já implantados. Segundo a Cesama, uma reunião foi realizada no final de 2011, com a presença dos militares, que apresentaram um projeto indicando locais para implantação das estruturas. O órgão informou que, no momento, técnicos estudam a viabilidade de instalação dos hidrômetros nos locais, verificando a pressão e a vazão da água. A Cesama informa, ainda, que a manutenção dos dispositivos é feita regularmente, e, recentemente, alguns tiveram peças substituídas para a melhoria do serviço.

