O escritório de uma construtora foi alvo de roubo à mão armada na manhã desta sexta-feira (3) no Bairro Manoel Honório, Zona Leste. A ação ousada à luz do dia aconteceu em uma sala no quarto andar de um prédio na Rua Sergipe, quase esquina com a Avenida Rio Branco. Por volta das 8h20, um técnico de obras, 29 anos, estava sozinho no local, quando um homem tocou a campainha. Ao abrir a porta, ele foi surpreendido por dois criminosos encapuzados, um deles armado com revólver. A vítima foi amordaçada com uma toalha e teve as mãos e pés amarrados com fios de telefone e de antena. Os bandidos buscavam dinheiro e conseguiram roubar R$ 3 mil em espécie e um cheque de R$ 3.266, dois aparelhos de telefone móvel e fixo da empresa, além de R$ 400 e um celular pertencentes ao funcionário, totalizando um prejuízo de mais de R$ 6,5 mil.
A dupla trancou a vítima no escritório e fugiu levando as chaves. Um terceiro comparsa chegou a entrar no edifício, e a suspeita é de que ele tenha ficado no corredor do andar, dando cobertura à ação criminosa. Após a fuga, o funcionário conseguiu se desvencilhar das amarrações e ligou para o proprietário da construtora. A Polícia Militar foi acionada e quatro viaturas foram empenhadas no rastreamento, mas nenhum suspeito foi encontrado. Câmeras de vigilância instaladas nas imediações gravaram a chegada e saída dos assaltantes, que acessaram a Rua Sergipe a pé, pela Rio Branco.
"Como somos uma empresa de construção civil, recebemos muita gente e, por isso, não desconfiei quando olhei pelo olho mágico e vi um homem. Mas quando abri, vieram dois encapuzados com toucas ninja e anunciaram o assalto. Me amarraram e disseram que queriam dinheiro", contou o técnico de obras. Ele acredita que os assaltantes agiram com base em informação privilegiada, já que hoje é dia de pagamento dos funcionários. "Eles ficaram no escritório dez minutos no máximo, mas, nesses momentos, cinco minutos parecem ser meia hora", desabafou.
Um dos militares que atendeu a ocorrência, tenente Marco Antônio Lima, contou que o porteiro do prédio comercial também não desconfiou do trio. "Eles passaram pela portaria dizendo que iriam na construtora. Como há uma rotatividade grande, subiram pelo elevador até o quarto andar. Orientamos que esses locais tenham sistema de monitoramento, para identificar e inibir esse tipo de ação." Segundo ele, é possível que algum veículo tenha auxiliado a fuga dos ladrões.
O comandante interino da 70ª Companhia da PM, tenente Ruanlemberg Ferreira Marques, também acredita em informação privilegiada. "Eles sabiam que era dia de pagamento e que haveria um funcionário sozinho na hora. Por isso, as pessoas devem sempre mudar a rotina e tomar cuidado, sobretudo no início do mês, com a circulação de dinheiro. E sempre que perceberem a presença de suspeitos, o ideal é ligar para o 190."
