Árvores e galhos caíram em pelo menos seis bairros devido à forte chuva que atingiu Juiz de Fora no início da tarde desta terça-feira (3). De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ventos chegaram à velocidade de 66,24 quilômetros por hora às 14h.
O Corpo de Bombeiros atendeu três ocorrências de árvore caída: na Escola Estadual Fernando Lobo, na Rua São Mateus, bairro homônimo; na Rua Professor Luiz Viana, próximo ao número 277, no Bairro Nossa Senhora de Lourdes; e na Estrada União e Indústria, na altura do Bairro Retiro. Conforme os militares, todas as vias já haviam sido liberadas por volta das 17h.
Já a Prefeitura de Juiz de Fora, além das ocorrências citadas, também atuou na retirada de galhos e árvores no Centro, Graminha e Monte Verde. Em algum desses pontos, a rede de energia também foi afetada, sendo necessária a ação da Cemig para desenergizar os cabos de alta tensão.
Não houve vítimas em nenhum dos casos. No Bairro Nossa Senhora de Lourdes a árvore caída atingiu um caminhão de mudanças, amassando a lataria do baú. A Guarda Municipal afirmou que não havia ninguém dentro do caminhão na hora do acidente. A rua precisou ser interditada para os reparos.
Alagamentos
A chuva intensa provocou também alagamentos em diversos pontos de Juiz de Fora. Nas redes sociais circularam imagens da Avenida dos Andradas com muita água retida na via, assim como a Rua Barão de Cataguases e alguns pontos da Avenida Rio Branco. A Defesa Civil afirmou que não recebeu notificação de alagamento, mas seguiu monitorando as regiões mais afetadas.
Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a tempestade foi mais forte no Bairro Nossa Senhora de Lourdes, onde choveu 14,62 milímetros em apenas uma hora. A precipitação também foi intensa nos bairros Graminha e Monte Castelo, que atingiram, respectivamente, a marca de 12,84 e 12,74 milímetros em uma hora.
Alerta de tempestade
A cidade ainda está sob alerta de tempestade, publicado pelo Inmet nesta terça-feira (3). O aviso é válido até as 10h de quarta (4) e aponta chance de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora, além de ventos intensos.
MG tem 120 cidades em situação de emergência
As chuvas intensas fizeram a 120ª prefeitura de Minas Gerais decretar situação de emergência no estado desde 21 de setembro, quando começou o período chuvoso 2022/2023. Nesta terça-feira, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) reconheceu o estado de anormalidade em Santa Rita de Caldas, no Sul de Minas, em decorrência dos temporais de 30 de dezembro de 2022.
Minas já registrou 14 óbitos neste período chuvoso, com 1.604 desabrigados e 7.463 desalojados. No momento, não há municípios com comunidades ilhadas ou hospitais comprometidos, segundo a Agência Minas, do Governo do Estado.
No auxílio à população atingida, a Defesa Civil já arrecadou 4.295 cestas básicas, 1.071 colchões, 1.159 kits dormitório (fronha, travesseiro e cobertor de casal), 1.996 kits de higiene (sabonete, papel higiênico, absorvente, creme dental e escova de dentes) e 3.798 itens avulsos como água sanitária, vestuário, água mineral, álcool em gel, lonas, kits de limpeza, itens alimentícios e fraldas, entre outros.
Próximos dias
A Defesa Civil alerta a população para a possibilidade de chuvas fortes até a próxima segunda-feira (9) nas áreas a Centro-Sul e Oeste de Minas Gerais, com um volume pluviométrico acima de 100mm. Os maiores volumes são esperados para as regiões Sul, Campo das Vertentes, Zona da Mata, Triângulo Mineiro, Noroeste, metropolitana de Belo Horizonte e Central. Já de 9 a 16 de janeiro, a tendência é que as chuvas mais expressivas sejam registradas no Sul, Triângulo, Oeste, Campo das Vertentes e região Noroeste.
A Defesa Civil pede que a população fique atenta a sinais que antecedem deslizamentos de terra como rachaduras nas paredes, portas e janelas emperradas, árvores e postes inclinados. É possível receber os alertas meteorológicos da Defesa Civil, basta se cadastrar enviando uma mensagem de texto (SMS), com o CEP, para o número 40199.

