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Risco de desabamento preocupa moradores

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Cesama interditou parte da Rua João Luzia para fazer reparos na rede.
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Cesama interditou parte da Rua João Luzia para fazer reparos na rede.

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O rompimento de uma rede de água da Cesama no Três Moinhos, região Leste, provocou momentos de tensão entre os moradores. Eles relatam que a água começou a jorrar no início da madrugada de ontem, descendo da Rua João Vicente, passando por uma casa em construção, até chegar à via de baixo, a Vicente de Paula Bacelar. O grande volume de água que vazou, somado à chuva forte que caiu na madrugada de ontem, encharcou o barranco, provocando um desabamento de pequena proporção.
A Defesa Civil foi acionada para avaliar a situação. Conforme o subsecretário Márcio Deotti, o principal problema identificado no local foi a construção localizada na encosta entre as duas ruas. "Fomos acionados para checar um pequeno escorregamento, que é comum na área, e encontramos a obra, que está totalmente irregular e ilegal. Vamos pedir à Secretaria de Atividades Urbanas que embargue a construção e peça a demolição. Se a obra continuasse, colocaria em risco as residências do entorno."
Márcio Deotti afirma que não há necessidade de interdição de imóveis na via. Já a Cesama interditou parte da Rua João Luzia para fazer os reparos necessários. Os trabalhos foram concluídos no final da tarde de ontem, e a rua foi liberada. A informação é de que houve uma ligação clandestina na rede.

No Eldorado

Também ontem o subsecretário da Defesa Civil esteve no Eldorado, Zona Nordeste, na companhia do subsecretário de Operações Urbanas, José Valter, e técnicos. A visita teve como objetivo supervisionar uma encosta com risco de desabamento. Depois que uma rachadura com cerca de 70 metros de extensão surgiu no morro, 13 famílias foram orientadas a deixar o local em novembro passado. Segundo a Defesa Civil, o problema é antigo e foi ocasionado por escavações sem orientação técnica.
Mesmo com o alerta, alguns moradores permanecem em suas casas.  "Moro há 44 anos no local e, como muitos outros vizinhos, não tenho para onde ir com a minha família. Já tive caso de terra caindo no quintal, muro e laje quebrados por causa de pedras que desceram da encosta. Um dia a situação pode piorar, mas, por enquanto, temos que ficar", conta o aposentado Nelson Domingo.
O subsecretário da Defesa Civil afirma que "a área deve ser avaliada pelo Departamento de Projeto da Secretaria de Obras. Somente após a avaliação de uma equipe especializada, com base nos estudos feitos sobre a encosta, é que poderemos executar a solução indicada."

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