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Cão Ayron se destaca em operações policiais em JF

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Cabo Daywinson realiza treinamento em Ayron, que teve que procurar entorpecentes escondidos no meio da vegetação (Foto: Marcelo Ribeiro)
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Calmo e dócil, mas sem perder a agilidade jamais! Assim é o cão policial Ayron de Lieudegarde, de 4 anos, que protagonizou umas das histórias que mais repercutiram no site da Tribuna de Minas, nesta semana. A reportagem, até a manhã deste domingo (2), já tinha alcançado mais de 5.800 visualizações. O cachorro foi responsável por localizar mais de R$ 90 mil em dinheiro em uma casa, no Bairro Jardim Natal, na Zona Norte da cidade, durante uma operação de combate às drogas realizada pela Polícia Militar.

A ação aconteceu, na última terça-feira (27), quando o cachorro localizou as notas dentro de três sacolas que estavam no fundo de uma gaveta dentro de uma cômoda trancada a chave. No local, um homem, de 26 anos, foi preso em flagrante. Ele, segundo a PM, seria suspeito de distribuir drogas para abastecimento de bocas de fumo da região.

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Segundo a PM, o animal conseguiu farejar as notas, porque nelas deveria haver resquício de drogas, já que o dinheiro seria manuseado pelos traficantes durante a venda de entorpecente. O cabo Daywinson dos Santos era o militar que acompanhou Ayron durante a ação, que era de apoio a uma equipe do 27º Batalhão da Polícia Militar em um cumprimento de mandado de busca e apreensão.

“Quando os policiais chegaram ao local, percebeu-se a necessidade de emprego do cão para localizar drogas e armas. Assim, o Ayron verificou todos os cômodos da residência e encontrou algo no fundo da gaveta de uma cômoda que estava trancada à chave, conseguindo indicar o local por meio do odor. Os militares solicitaram ao morador a chave do móvel que, ao ser aberto, estava com o dinheiro”, contou o policial. “O Ayron é um cão extremante bom no que faz. Se destaca tanto na descoberta de drogas como armas. Tem nos dado bons resultados na tarefa de localização.”

Para conhecer um pouco mais da história do Ayron e de como funciona o canil da Polícia Militar, a reportagem esteve na sede do 2º Batalhão da Polícia Militar, no Bairro Santa Terezinha, na Zona Nordeste. Atualmente, cinco animais compõem o plantel. Eles desfrutam de um local cheio de verde e de asseio. Os cães chegam bem filhotes e, quando atingem seis meses de idade, são matriculados na escola de treinamento da Companhia Independente de Policiamento com Cães, em Belo Horizonte.

O sargento Henrique Loures, que integra a equipe do canil, conta que o treino dos animais os condiciona para conhecer entorpecentes, armamentos e munições. “Durante o treinamento, o animal recebe todo o zelo e cuidado possíveis. Algumas pessoas consideram, de maneira errada, que esses cães são viciados, mas ressaltamos que eles não têm contato direto com as substâncias entorpecentes ou armamentos e munições. O cão chega como filhote e passa por um período de manejo, de acordo com a sua idade”, ressalta o militar.

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Relacionamento harmonioso com os parceiros

Geralmente, os cães policiais são vistos como bravos por grande parte da população, mas a reportagem descobriu uma outra faceta desses animais: são gentis e adoram compartilhar momentos felizes com as pessoas. No caso do Ayron, segundo o sargento Henrique, ele tem relacionamento harmonioso com os outros cães e com os parceiros militares. “É um cachorro muito tranquilo e equilibrado, qualidades que são requisitos para as atividades policiais”.

O militar ainda pontua que, para a atividade de localização de entorpecentes, existe a opção por cães mais calmos, já para as ações de captura é desejada uma agressividade controlada, porque envolve, às vezes, certa violência. No que diz respeito aos militares que atuam no canil, eles passam por uma capacitação para esse tipo de trabalho. “São totalmente especializados nessa lida. Percebemos, nesse contato, a questão do sentimento, o que traz à tona a vocação da pessoa para trabalhar com esses animais”, destaca Sargento Henrique.

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No período que a reportagem esteve no canil, Ayron passou por uma simulação – um treinamento feito todos os dias, no qual os animais precisam encontrar entorpecentes escondidos em meio à vegetação. Ágil, depois do toque de início da atividade, o cão localizou o material escondido em poucos segundos. Conforme o sargento, o nome de Ayron foi escolhido, obedecendo uma questão de pedigree, uma vez que todos os animais da linhagem dele foram batizados com nomes iniciados pela letra A.

Os cães se aposentam da atividade policial com a idade mínima de oito anos, mas isso pode se estender até a idade máxima de dez anos. Mas, caso o animal apresente problemas de saúde, sua aposentadoria pode ocorrer mais cedo. Quando eles se aposentam, costumam ficar com os policiais com os quais trabalharam durante o período da ativa. No que tange ao Ayron, muitos já estão na fila para ficar com ele, quando a aposentadoria chegar. “É um laço de amizade que se cria, e eu estarei torcendo para conseguir ficar com o Ayron”, contou, emocionado, o cabo Daywinson, um dos parceiros do cão policial.

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