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Especialista da UFJF critica anulação de questões

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A decisão da Justiça Federal do Ceará de anular 13 questões do Enem pode afetar os candidatos de forma desigual. A medida foi anunciada ontem. Segundo a tutora do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da UFJF (Caed), Regina Meirelles, isso pode acontecer porque uma das características do Enem é ser composto por questões de diferentes graus de dificuldade. Apesar de ser usado como forma de acesso ao ensino superior, o Enem é uma avaliação em larga escala, caracterizada por esta diferença entre as questões.

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou ontem que o cancelamento dos 13 itens não afeta a pontuação do exame, quem tem 180 questões e uma redação. Para Regina, entretanto, a justificativa é questionável, já que a pontuação final dos candidatos não se dá apenas pelo somatório de acertos. Como as questões têm um peso diferente entre si, dois alunos que acertaram o mesmo número de itens podem ter pontuações muito díspares. Com isso, a anulação de cada pergunta pode ter reflexos diferentes para cada aluno. Por exemplo, um candidato que errou uma questão mais difícil, mas que foi anulada, é favorecido. Já o que acertou, acaba perdendo pontos importantes.

A especialista do Caed chega a defender que o exame seja refeito em todo o território nacional. Se houve mesmo o vazamento de questões para os alunos do Ceará, o mais correto é que todos refaçam a prova, já que anular parte dela pode ser prejudicial e reaplicá-la apenas para alguns candidatos fere o princípio da isonomia, opina.

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