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Falta de atenção causa acidentes na Rio Branco

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Marcações horizontais e vertical orientam sobre o sentido permitido na Esquina com a Espírito Santo
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Marcações horizontais e vertical orientam sobre o sentido permitido na Esquina com a Espírito Santo

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Em pouco mais de 40 dias, a Avenida Rio Branco foi palco de três acidentes com características muito semelhantes. Em todos os casos, os veículos causadores das batidas não eram de Juiz de Fora, e transitavam no sentido Bom Pastor/Manoel Honório. Também nas três situações, os motoristas tentaram realizar uma manobra de conversão proibida à esquerda, quando foram surpreendidos por outros veículos e bateram. Em análise das sinalizações ao longo da maior avenida da cidade, a Tribuna identificou que os pontos são equipados com placas verticais e horizontais de "siga em frente ou vire à direita". Em alguns casos, existe também a indicação de proibido virar à esquerda, por exemplo, mas mesmo assim, acidentes como os que ocorreram ao longo das últimas semanas são frequentes na cidade. Especialistas apontam que a falta de atenção de alguns condutores e o hábito de se guiar apenas por GPS, equipamento que nem sempre funciona com exatidão na cidade, favorecem este tipo de ocorrência.

O primeiro deles foi no cruzamento com a Rua Espírito Santo e envolveu um carro com placa de Paraíba do Sul e um ônibus, no dia 9 de agosto. Na ocasião, o motorista do veículo alegou que não conhecia a cidade e estava seguindo seu percurso pelo GPS. Menos de um mês depois, desta vez no cruzamento com a Avenida Itamar Franco, um carro com placa de Viçosa também fez a manobra para a esquerda, atravessou a pista de ônibus e acabou batendo em outro carro. Mais uma vez, o motorista se defendeu pelo erro do GPS, mas disse que teve dificuldade com a sinalização e não percebeu que a manobra era proibida. Já no sábado, 21 de setembro, outro carro com placa de Viçosa realizou a conversão e bateu em um ônibus, na altura da Rua Barão de Cataguases. Pelo menos seis pessoas ficaram feridas com o impacto.

A supervisora do Departamento de Engenharia de Tráfego, Silvânia de Oliveira, garante que os dois lados da Avenida Rio Branco estão bem sinalizados, tanto de forma horizontal quanto vertical. "Mesmo que não haja sinalização, o que prevalece são as regras gerais de circulação para o condutor." Com relação aos GPS, a Settra explicou que nunca recebeu pedido de troca de informação das empresas que administram tal tecnologia.

O engenheiro especialista em trânsito e professor da UFJF José Alberto Castanõn reforça que as sinalizações existentes na avenida são suficientes para o entendimento de motoristas e pedestres. "Se existe a placa indicando para seguir em frente ou virar à direita, fica óbvio que essas manobras de conversão à esquerda não poderiam ter sido realizadas." Para ele, muitas vezes, motoristas se distraem com relação às indicações de trânsito e depositam muita confiança no GPS. A opinião é compartilhada com o especialista em trânsito Cézar Henrique Barra. "As pessoas estão viciadas em ficar seguindo os aparelhos de direção, mas é um hábito ruim. As cidades alteram direção e mudam nomes de ruas constantemente, fica complicado a tecnologia acompanhar", defende. Contudo, ele acredita que, tendo em vista as constantes ocorrências envolvendo veículos de fora da cidade, seria interessante repensar as sinalizações das grandes avenidas. "Valeria a pena reforçar as placas em cruzamentos mais perigosos."

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Na ocasião dos acidentes com veículos de fora, alguns leitores questionaram também a falta de sinalização com relação às faixas exclusivas para ônibus. Neste ponto, a supervisora explica que a Settra tem o prazo de até novembro para reforçar tais marcações em todas as avenidas da cidade.

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