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Revista com scanner em JF

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Juiz de Fora pode receber, no início do ano que vem, o body scan, aparelho de varredura corporal usado em procedimentos de revista a funcionários e visitantes de unidades prisionais, com o objetivo de evitar a entrada de materiais proibidos. No início do mês, o Complexo Penitenciário Nelson Hungria, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, passou a utilizar o instrumento, que tem capacidade de detecção de metais e drogas, inclusive aquelas que tiverem sido ingeridas. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), existe projeto de ampliação da utilização do novo sistema em 2012, contemplando mais seis municípios no entorno da capital e duas cidades do interior do estado: Juiz de Fora e Uberlândia. A instalação do scanner deve extinguir o procedimento de revista íntima, uma vez que o aparelho é uma espécie de cabine, que permite enxergar o interior do corpo. Segundo a Seds, em uma sala anexa, o operador da máquina visualiza a imagem gerada pelo equipamento como uma radiografia dos ossos, órgãos e contorno do organismo, além de objetos.

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Antes de serem conduzidas ao body scan, as pessoas devem passar pelos trâmites normais de identificação biométrica e revista de alimentos, realizados pelos agentes e, em seguida, serão conduzidas à cabine do equipamento, onde permanecem por cerca de 40 segundos. Conforme o Procedimento Operacional Padrão (POP), em caso de identificação de algum objeto ilícito, o visitante é detido, e a Polícia Militar é acionada para lavrar a ocorrência. O scanner só não deve ser usado em pessoas submetidas a tratamento de radioterapia, grávidas ou portadores de marca-passo. Nesses casos, será realizada a revista tradicional, sendo que mulheres são acompanhadas por agentes do sexo feminino. De acordo com a presidente do Conselho da Comunidade em Execuções Penais, Cleuza Ribeiro dos Santos, a utilização da nova tecnologia coloca todos os visitantes livres de qualquer suspeita. Acabará com a revista demorada e vexatória. Para Juiz de Fora (o scanner) é de extrema valia e já deveria funcionar há mais tempo, pois é um passo na humanização da pena, no que se refere às famílias dos apenados.

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Locação

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Na Nelson Hungria, o aparelho será alugado por um período de 36 meses, o que demandará investimento de R$ 19 mil/mês do Governo do estado, incluindo a manutenção. Conforme a Seds, a vantagem da locação é a possibilidade de substituição do aparelho por novas tecnologias, evitando que o equipamento se torne obsoleto. A secretaria também argumenta, por meio da assessoria, que o aluguel permite maior flexibilidade de adaptação do contrato às novas necessidades da unidade prisional.

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