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Novas regras para motofrete em vigor

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Profissional cobra mais tempo para adequação
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Profissional cobra mais tempo para adequação

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Começa a valer hoje a Resolução 356 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta o serviço de motofrete. Entretanto, representantes da classe apontam entraves para a adequação às novas normas, entre eles, a falta de equipamentos obrigatórios, como faixas reflexivas e protetores de pernas, no mercado local. A categoria também se queixa de que ainda não foram disponibilizadas informações sobre o esquema de fiscalização na cidade. O que já está definido é que as placas vermelhas e a documentação correspondente ao veículo de aluguel serão cobradas apenas depois de 1º de janeiro de 2012. Está prevista para a tarde de hoje uma reunião entre representantes da Settra e a direção da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil para definir como será a cobrança da resolução no âmbito municipal.

A presidente da Associação de Empresas de Motoentregadores, Mazza Dias se disse preocupada com a situação da classe. Ela avalia que, com as novas exigências, devem ocorrer uma redução de profissionais e, consequentemente, aumento das demandas.

Proprietário de uma loja especializada em motocicletas, Sandro Cordeiro informa que não tem mais estoque de faixas reflexivas e o fornecedor pediu dez dias para repor o material. Diariamente, a loja do comerciante recebe cerca de 40 profissionais em busca do produto. Conforme Sandro, ainda há muita confusão sobre as especificidades dos equipamentos obrigatórios. "Às vezes, os motoboys instalam os dispositivos e depois, quando fazem o curso, descobrem que não são adequados."

Em um trecho da Rua Santa Rita, no Centro, onde estavam estacionadas cerca de dez motos ligadas ao serviço de entrega, a do motoboy Adriano Abrahão era a única equipada com todos os dispositivos previstos na resolução. "Gastei cerca de R$ 100 com os equipamentos, mas, para concluir a adequação, precisarei de quase R$ 400," contou o profissional, que deve desembolsar mais R$ 130 hoje, quando fará o agendamento no curso obrigatório. Ele relata que não teve dificuldades para a compra dos materiais, porque começou a adquiri-los logo que soube das novas recomendações. Mesmo assim, Abrahão afirma que muitos colegas ainda estão com dúvidas ou não têm dinheiro para comprar os materiais. "Deveria ser dado mais tempo para todos se enquadrarem na lei."

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