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Greve afeta HU, RU e Biblioteca Central

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Cartazes voltaram a ser colocados em pontos do campus, como a Central de Atendimento
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Cartazes voltaram a ser colocados em pontos do campus, como a Central de Atendimento

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Faltando menos de uma semana para o início de mais um semestre letivo na UFJF, a greve dos servidores técnico-administrativos em educação, deflagrada na última quinta-feira, ganha mais rigidez a partir desta semana. O atendimento nas duas unidades do Hospital Universitário (HU) – Dom Bosco e Santa Catarina – está, desde ontem, restrito aos 30% previstos em lei, sendo atendidos apenas casos de urgência e emergência. O Restaurante Universitário (RU), que até sexta-feira era mantido aberto para receber cerca de 150 participantes do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, ficará totalmente inoperante durante a paralisação. A Biblioteca Central e as setoriais, que também funcionaram até sexta-feira, estão fechadas. A orientação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino de Juiz de Fora (Sintufejuf) é que todas as unidades da UFJF suspendam as atividades, mantendo apenas as funções essenciais. Já a Central de Atendimento só recebe pedidos com autorização do comando de greve. "Só vamos autorizar (a realização de algum serviço) se for um caso urgente", afirma o coordenador geral do Sintufejuf, Paulo Dimas. O comando também determinou que os veículos oficiais da universidade permaneçam parados. Uma assembleia, às 9h de hoje, no RU do Centro, pode determinar novos rumos da mobilização.

Ainda conforme os servidores, as inscrições para os cursos básicos de inglês e espanhol do programa "Boa Vizinhança", que iriam até a última sexta-feira, foram suspensas por tempo indeterminado. Assim que o atendimento ao público for normalizado, a Pró-reitoria de Extensão, responsável pelo programa, vai divulgar novo prazo para inscrição. Os candidatos que já se inscreveram no processo seletivo não precisarão realizar novo cadastro na Central de Atendimento. Já a Comissão Permanente de Seleção (Copese) informou que o resultado do Vestibular de Inverno sairá normalmente amanhã, conforme já previa o edital. Em relação à matrícula dos aprovados, prevista para ser realizada na próxima sexta-feira, nenhum representante da Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara) foi encontrado para explicar se a data será mantida.

Na tarde de ontem, o Sintufejuf comunicou oficialmente à Central de Vagas do SUS sobre a greve. O objetivo é fazer com que o setor da Prefeitura que rastreia leitos nos hospitais credenciados faça o encaminhamento de pacientes aos HUs apenas dentro da capacidade de 30% de atendimento das unidades durante a greve. Ontem também foi realizada a escala de trabalho dos servidores que atuam nesses hospitais.

A partir dessa semana, os grevistas planejam realizar atos, como doação de sangue, além de arrecadar agasalhos e alimentos. "Assim como fizemos na outra greve, vamos doar esses materiais a entidades que cuidam de pessoas carentes", disse Paulo Dimas. A categoria luta pela realização de concursos públicos e política salarial para o setor, inclusive com a instituição da data-base para 1º de maio. As reivindicações incluem ainda a racionalização (aglutinações, criações e extinções) de cargos, direito ao incentivo à qualificação para todos, reposicionamento de aposentados e incorporação do vencimento básico complementar (VBC) ao salário. Conforme o comando de greve, com a base de trabalhadores do Sintufejuf, são 40 as instituições federais de ensino que estão paralisadas.

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Professores também planejam paralisação

O mês de agosto também será de reivindicações entre os professores. No próximo dia 11, a Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes) realiza uma assembleia entre os docentes da UFJF para planejar uma paralisação nos dias 23 e 24, e, talvez, já articular um movimento grevista. A deflagração da greve depende, porém, das mobilizações dos professores no restante do país.

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Hoje o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) se reúne com representantes do Governo, em Brasília, para discutir a pauta de reivindicações específica dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). O foco da reunião deverá ser a contraproposta emergencial encaminhada pela Andes para os ministérios do Planejamento e da Educação.

Entre as reivindicações dos professores estão a incorporação das gratificações ao vencimento, piso remuneratório de R$ 2.196,74 para docente graduado em regime de trabalho semanal de 20 horas, interstício de 5% entre os níveis da carreira, paridade e integralidade para os aposentados, além de relação entre os regimes de trabalho que importe em acréscimo de 100% para jornadas de 40 horas semanais e de 210% para o regime de dedicação exclusiva. Também são reivindicados acréscimos relativos à titulação de 75% para doutorado/livre docência, 37,5% para mestrado, 18% para especialização e 7,5% para aperfeiçoamento, integrando a remuneração unificada.

 

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