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UFJF cai 12 posições no ranking das melhores universidades do mundo

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Foto: Felipe Couri

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A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) caiu 12 posições no ranking das melhores universidades do mundo, divulgado nessa segunda-feira (1º) pelo Center for World University Rankings (CWUR), passando de 1.090º lugar, em 2025, para 1.102º, em 2026, quando 21.291 instituições foram avaliadas – 171 a menos do que no ano passado.

Nesta edição, 45 das 52 instituições brasileiras classificadas perderam posições em relação ao ano anterior, incluindo duas da região: Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal de São João de Rei (UFSJ). Com o resultado, a UFJF está entre as top 5,2% no mundo – após ficar entre as 5,1% em 2025 – e permanece como a 23ª mais bem avaliada entre as universidades brasileiras.

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As classificações levam em conta a qualidade da educação, o nível de empregabilidade dos alunos após o curso, a qualidade do corpo docente e a relevância das pesquisas. Com nota 70.1 nas duas edições anteriores do “Global 2000 list”, a UFJF teve uma ligeira queda na pontuação, ficando com 70.0, e manteve a posição no quesito emprego (1.623º). Já em relação à pesquisa, decaiu, saindo de 1.040ª para 1.058º.

Em nota, a UFJF destaca sua presença consistente entre as principais universidades do mundo, “resultado que evidencia a relevância acadêmica e científica da instituição nos cenários nacional e internacional”. A universidade aparece na 3ª colocação estadual – atrás da UFMG e da UFV, e na 39ª posição entre as universidades da América Latina e Caribe.

“O desempenho da UFJF é particularmente significativo quando analisado à luz da metodologia adotada pelo CWUR. Diferentemente de outros rankings internacionais, o CWUR não utiliza pesquisas de reputação nem dados fornecidos diretamente pelas universidades. A UFJF pontuou nas dimensões relacionadas à empregabilidade dos egressos e ao desempenho em pesquisa. Dessa forma, os resultados refletem evidências concretas de impacto acadêmico e científico”, observa a instituição.

Como a metodologia atribui 40% da pontuação total aos indicadores de pesquisa, o resultado reafirma a capacidade da UFJF de produzir conhecimento científico com visibilidade internacional. Já o desempenho relacionado à empregabilidade dos egressos representa 25% da nota final do ranking. “A posição alcançada pela UFJF nesse critério sugere que a formação oferecida pela instituição contribui para a inserção de seus ex-alunos em posições de destaque no mercado de trabalho, refletindo a qualidade da formação acadêmica e profissional desenvolvida pela universidade.” Os demais indicadores avaliados são educação (25%) e corpo docente (10%).

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A UFJF enfatiza que sua permanência entre as melhores universidades do mundo torna-se ainda mais expressiva diante do cenário enfrentado pelas instituições brasileiras. “Em 2026, a maior parte das universidades do país apresentou perda de posições no CWUR, fenômeno associado ao crescimento acelerado de sistemas universitários de países que vêm ampliando seus investimentos em pesquisa e inovação, especialmente na Ásia. Nesse contexto, a manutenção da UFJF entre as instituições de destaque evidencia sua resiliência institucional e a continuidade dos esforços realizados em ensino, pesquisa, extensão e pós-graduação.”

Para a UFJF, figurar entre as 5,2% melhores universidades do planeta confirma a consolidação da instituição no cenário internacional, mesmo em um ambiente de crescente competitividade global. “Em resumo, não houve queda de desempenho. Quando se considera uma variação de apenas 12 posições em um universo superior a 20 mil instituições avaliadas, a interpretação mais adequada é a de estabilidade.”

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Os resultados obtidos no CWUR, conforme a UFJF, reforçam seu papel estratégico como instituição pública comprometida com a produção de conhecimento, formação de recursos humanos qualificados e  geração de impacto social. “Também evidenciam a importância da continuidade das políticas de fortalecimento da pesquisa, da internacionalização e da pós-graduação, dimensões que exercem influência direta nos indicadores considerados pelo ranking e contribuem para ampliar a projeção internacional da instituição.”

Ranking geral

De acordo com a CWUR, os Estados Unidos têm oito representantes entre as dez melhores universidades e são o segundo país mais representado no ranking das 2.000 melhores, com 313 universidades, atrás da China, com 360. Nos primeiros lugares estão a Universidade de Harvard, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e a Universidade de Stanford, todas nos EUA. Já Universidade de Cambridge, no Reino Unido, é a melhor universidade pública do mundo pelo 13º ano consecutivo, enquanto a Universidade de São Paulo (USP), também pública, lidera a lista geral na América Latina.

Em 2026, 45 universidades brasileiras perderam posições em relação ao ano passado. A USP caiu uma posição em relação ao ano anterior e ocupa agora o 119º lugar no ranking global. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) perdeu 15 posições e passou a ocupar o 346º lugar. Apenas cinco universidades melhoraram o desempenho em relação à edição anterior, e duas permaneceram estáveis.

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Confira as posições das universidades brasileiras no ranking:

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