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Por JF: Seminário sobre reconstrução da cidade e respostas às mudanças climáticas começa na UFJF; acompanhe em tempo real

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Com o objetivo de formalizar propostas para a adaptação climática, a redução de riscos e o fortalecimento da resiliência urbana de Juiz de Fora, pesquisadores, especialistas de referência no Brasil, líderes comunitários, gestores públicos, como a prefeita Margarida Salomão, e veículos de comunicação, com a participação e cobertura da Rede Tribuna, se reúnem na manhã desta terça-feira (2) para a abertura do Seminário “Risco Ambiental e Políticas para Resiliência: Por JF”. Realizado no Auditório I do prédio Itamar Franco, na Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o evento é um marco no processo de reconstrução da cidade após as tragédias causadas pela chuva de fevereiro.

Com finalização da primeira parte por volta das 10h30, o evento retoma à tarde para a primeira plenária. A partir das 14h, serão debatidas como a crise climática afetas as cidades e os modos de enfrentamento que surgem nesses territórios. As discussões vão ampliar a compreensão sobre novos padrões de risco e de vulnerabilidade urbana, além dos caminhos para adaptação e prevenção.

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Compondo a mesa de abertura, a prefeita Margarida Salomão aparece ao lado de Suzana Neves, diretora-presidente da Rede Tribuna de Comunicação, Paulo Cesar Magella, editor geral da Tribuna de Minas, o presidente da Câmara José Márcio Garotinho, e Girlene Alves, reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Acompanhe, em tempo real, o Seminário “Risco Ambiental e Políticas para Resiliência: Por JF”

A prefeita Margarida abriu o seminário e explicou que o objetivo é constatar o que aconteceu e os caminhos que serão tomados pelo Município. “É uma construção que a sociedade precisa fazer, a partir da calamidade da chuva de fevereiro.” Segundo ela, esta é uma plenária de abertura, não é de debates e nem de encaminhamentos. A prefeita saudou toda a população de Juiz de Fora, sobretudo aquela que mais sofreu com as chuvas.

“A chuva dessa madrugada não nos deixa dúvidas de que precisamos estar atentos e fortes. Ontem choveu 47 mm na Zona Leste e 37mm na Zona Norte, então a calamidade climática é hoje uma presença em nossas vidas”, ressaltou Margarida.

A expectativa da líder do Executivo é a de que o seminário resulte em um plano de ação para a cidade e em uma mudança de consciência de toda a sociedade.

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Da esquerda para a direita: Paulo Cesar Magella, Suzana Neves, Girlene Alves, Margarida Salomão e José Márcio (Foto: Felipe Couri)

Após a abertura do evento, representantes de vários setores da sociedade falaram sobre a reconstrução da cidade. Pablo Gomes, representante dos moradores do Paineiras, contou um pouco da sua história de vida no Sopé do Morro do Cristo. “Esta noite sentimos um pouco de medo”, desabafou sobre a chuva da madrugada. Mas ele falou sobre o que surgiu de positivo após a tragédia. “Ruas que antes não se falavam, começaram a se unir para pensar uma reconstrução.” Para ele, fazer uma cidade resiliente é papel de toda a comunidade.

O presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF), vereador Zé Márcio-Garotinho (PV), destacou que as chuvas de fevereiro não representam um episódio isolado na história da cidade. Durante sua fala, relembrou uma série de eventos climáticos e geológicos que marcaram o município ao longo das últimas décadas, como as enchentes de 1906, 1940 e 1966, além dos desastres registrados no fim dos anos 1990. “Em 2002, perdemos vidas no Graminha. De 1985 para cá, passamos a registrar mais deslizamentos, muito em função da ocupação da cidade”, afirmou. Segundo o parlamentar, o Legislativo assume a responsabilidade de integrar o pacto coletivo pela reconstrução e pelo fortalecimento da resiliência do município.

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A necessidade de transformar a resiliência em políticas públicas também pautou a fala da reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Girlene Alves. Para ela, o conceito vai além da simples capacidade de resistir aos impactos dos eventos extremos. “Pensar resiliência é mais do que pensar resistência”, afirmou. A reitora reforçou o compromisso da universidade em cooperar com a cidade e defendeu a retomada dos princípios da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). “Precisamos revisitar os objetivos da Agenda 2030. Se não fizermos isso, vamos sempre tentar responsabilizar alguém pelos eventos climáticos”, ponderou.

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Ele lembrou que os eventos climáticos agora não serão mais sazonais. “Na madrugada de hoje tivemos 47 mm de chuva, devemos estar preparados para isso, para a instabilidade climática. Nossa preocupação é discutir esses temas e cobrar sobre o que foi discutido. Temos que apresentar sugestões, ouvir especialistas e trabalhar em cima da realidade dos fatos”, enfatizou, observando que a imprensa formal tem o papel de explicitar a realidade, muitas vezes distorcida nas redes sociais. “Temos certeza que, Por JF, todos estamos juntos e vamos vencer mais essa.”

Suzana Neves, diretora-presidente do grupo Tribuna, detalhou que o evento – que coloca diferentes atores da sociedade para se articular juntos em prol de um objetivo comum, o da reconstrução –  surgiu a partir de demanda interna do grupo para reposicionamento da marca, criada em 1981 com a premissa de ser um jornal focado na cidade e nos seus problemas. “Agora o compromisso é muito maior, precisamos fazer Por JF. Margarida abraçou a causa e nós convidou para fazer parte deste seminário. É uma grande honra colocar nosso grupo de comunicação a serviço de Juiz de Fora.”

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Cooperação que une comércio, indústria e a geração de empregos

Os impactos econômicos provocados pelas chuvas de fevereiro também estiveram no centro dos debates. Representantes do setor produtivo destacaram os prejuízos enfrentados por comerciantes e industriais, mas ressaltaram a capacidade de recuperação das empresas locais e as medidas adotadas para minimizar os danos.

Presidente do Sindicomércio, Emerson Beloti lembrou que diversas lojas foram atingidas pelas inundações, comprometendo o faturamento de empresas em diferentes regiões da cidade. Segundo ele, uma das respostas para amenizar os efeitos da crise foi a articulação de uma linha de crédito junto à Caixa Econômica Federal destinada a empresários do comércio e da indústria. “Tivemos lojas que foram inundadas, e o faturamento acabou caindo. Conseguimos uma linha de crédito pela Caixa para que os empresários do comércio e da indústria pudessem ter um alento. Estamos sofrendo, mas também somos resilientes”, afirmou.

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O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Marcos Tadeu Andrade Casarin, reforçou o compromisso da iniciativa privada com a reconstrução da cidade e defendeu a união de diferentes setores para enfrentar os desafios impostos pelos eventos climáticos extremos. “O comércio e a iniciativa privada estarão sempre de braços abertos. Não podemos nunca desistir de Juiz de Fora. Cabe a todos nós a responsabilidade pelo futuro. Temos certeza de que vamos sair dessa e voltar a ser a Manchester Mineira”, declarou.

Representando a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a presidente Mariângela Marcon abordou os impactos das chuvas sobre o setor industrial e manifestou apoio às propostas discutidas durante o seminário. Em seu pronunciamento, defendeu que o momento de crise seja transformado em oportunidade para o desenvolvimento sustentável do município. “Que essa tempestade faça surgir um momento novo, ao lado do crescimento”, disse. Ela também agradeceu o apoio recebido pelo setor produtivo após os desastres. “Todos os pedidos que fizemos foram atendidos”, destacou.

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