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Diabéticos cobram medicamentos

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A falta de medicamentos e insumos na rede pública continua a prejudicar os usuários do SUS em Juiz de Fora. Desta vez, são os diabéticos que reclamam da desassistência e da dificuldade para obter remédios de uso contínuo. Com base na denúncia de um leitor a respeito da constante falta de insulina e fitas para a medição de glicemia capilar na Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) do Jóquei Clube I, Zona Norte, a Tribuna tentou contato por telefone com 56 Uaps da cidade, há uma semana. Das 30 que atenderam, sete não tinham as fitas para distribuição aos pacientes cadastrados. Em duas, a informação era de que a insulina estava em falta. Em outros dois postos, a medicação havia sido reposta na sexta-feira anterior ao contato, após um período de escassez. Matéria publicada pela Tribuna no último dia 3 informava que o estoque de insulina da Uaps Centro-Sul também não era reabastecido há duas semanas.

O aposentado Joubert Lima Guedes, 53 anos, usuário da Uaps do Jóquei Clube I, afirma que o problema é constante. Acredito ser desorganização, porque se há um cadastro, acompanhado pela assistência social, no qual consta um grupo de diabéticos e hipertensos que usam continuamente aquela medicação, não tem porque faltar, pelo menos para esses pacientes, pondera Joubert, diabético há 12 anos. A mãe do aposentado, 80, e a irmã, 52, também têm diabetes e recebem respostas negativas na maioria das vezes que procuram os medicamentos na rede. Acabamos tendo que comprar, porque não podemos ficar sem esses produtos. Uma caixa de fitas, que dura 25 dias, custa R$ 134. Paguei meus impostos por 39 anos para ter acesso à saúde pública, então acho que tenho direito à assistência de que necessito. Joubert já formalizou reclamação junto à Prefeitura, porém, mais de um mês depois do primeiro contato, ele diz não ter recebido resposta da Secretaria de Saúde.

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Insumos

O secretário executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, confirma que tem recebido queixas sobre a falta de insumos para diabéticos nas Uaps, principalmente referentes às fitas para o glicosímetro. Tivemos reclamações sobre as unidades do Linhares e do Parque Guarani na semana passada (há 15 dias), fizemos ação junto à Prefeitura, e um estoque de fitas foi disponibilizado, mas a quantidade não supre a necessidade. Na semana passada, o posto do Linhares ainda não tinha o insumo. Ramos alerta, ainda, para o fato de as caixas distribuídas serem de 50 fitas, quando há pacientes que necessitam de uma, duas ou três ao dia. O usuário que só precisa de 30 por mês, leva 50 para casa, porque não pode abrir a caixa. E aquele que precisa de 60, leva dez a menos, por exemplo.

Conforme consta no site da Prefeitura, houve pregão eletrônico no último dia 22 para a compra de fitas de medição de glicemia capilar. Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde, não há falta de insulina e insumos no estoque da rede, e as unidades foram reabastecidas em maio, tendo a rota de distribuição sido completada no último dia 18. Na Uaps do Jóquei I, por exemplo, a pasta alega que pode ter havido problema momentâneo de reabastecimento. A Administração Municipal informa que irá reabastecer as unidades com problemas.

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