Reflexo dos impactos das chuvas em Juiz de Fora, moradores do Bairro Adolfo Vireque, na Zona Oeste, abriram uma nova passagem para garantir a circulação após a interdição do principal acesso à região pela Defesa Civil. Os trabalhos começaram no domingo e tiveram prosseguimento nesta segunda-feira (dia 2).
Segundo relatos ouvidos pela Tribuna, a Rua Artesão Antônio de Oliveira foi bloqueada após dois pontos de deslizamento e, na última quinta-feira (26), teve o tráfego liberado apenas para motocicletas e bicicletas. Sem alternativa para chegar à parte mais alta do bairro, moradores se organizaram, dividiram os custos de maquinário e abriram uma via ligando o bairro à Rua José Lourenço.
Eles afirmam que a abertura desse acesso é reivindicada ao Executivo há anos, sem atendimento. Diante da urgência para circular, optaram por executar a obra por conta própria.
Ainda conforme os relatos, uma idosa de 90 anos passou mal e precisou ser retirada de casa em uma motocicleta, já que ambulâncias e outros veículos, como ônibus e caminhão de lixo, não conseguem acessar o Vireque.
Como alternativa provisória, os moradores informaram que foi discutida a possibilidade de acesso por um condomínio, que faz divisa com a parte mais alta do bairro. Segundo eles, a liberação dependeria de autorização do Poder Público e da administração do condomínio, o que ainda não foi permitido.
A Tribuna questionou a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) sobre a via construída por moradores, a previsão de normalização dos acessos e a liberação da passagem. O posicionamento é que a Rua Artesão Antônio de Oliveira foi interditada com defensas pela Sedupp, servindo como barreira física para impedir o fluxo de transeuntes a pedido da Defesa Civil, por risco de novos deslizamentos na via, e segue interditada pela SMU, de forma preventiva por segurança, sem previsão de liberação. A orientação é para que os condutores não transitem pela via em caso de chuvas.
Sobre a utilização de um condomínio privado como rota, a autorização cabe ao condomínio, “pois a Prefeitura não possui gerência sobre o arruamento de vias particulares”. Sobre possíveis obras no local, a PJF informa que só serão avaliadas depois que houver nova análise técnica da Defesa Civil, o que deve acontecer somente depois do período de interdição.
*estagiária sob supervisão da editora Fabíola Costa

