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Turmas de escola onde houve tremor transferidas

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Ao contrário do previsto, a Escola Municipal Santos Dumont, localizada no bairro homônimo, na Cidade Alta, não retomou as aulas ontem, apesar de a Defesa Civil ter garantido que não há risco para alunos e funcionários. Na manhã da última terça-feira, o prédio da instituição sofreu um tremor, o que levou à suspensão das atividades. No dia seguinte, após vistoria da Defesa Civil, o imóvel foi liberado. A convite da direção da escola, o subsecretário da pasta, major José Mendes, esteve no colégio, na manhã de ontem, para explicar à comunidade escolar que não existe perigo de acidentes ou novas ocorrências. Entretanto, os pais disseram que não estão seguros para permitir que seus os filhos retornem às salas de aula onde a trepidação foi sentida.

Após o impasse, a direção da escola e a Secretaria de Educação decidiram, na noite de ontem, que apenas as turmas do bloco onde foi sentido o tremor, com cinco salas, além de banheiros, terão as atividades interrompidas até que sejam finalizadas as obras de recuperação, indicadas pela Defesa Civil. Nesse período, as aulas serão ministradas em um endereços provisório. A mudança afeta cerca de 200 estudantes, nos turnos da manhã e tarde.

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No início da noite, a secretária de Educação, Eleuza Barboza, também foi à escola para conversar com os pais. Ela disse ter feito contato com a direção da Igreja de São Pedro, no bairro de mesmo nome, onde haveria estrutura adequada para abrigar as cinco turmas do bloco afetado. Segundo Eleuza, falta apenas a confirmação final da igreja para que sejam tomadas as providências. Se a resposta for positiva, a expectativa é que, até a próxima quarta-feira, as aulas sejam retomadas. Eleuza também afirmou que novos espaços continuam sendo buscados e garantiu que será disponibilizado transporte gratuito, saindo da escola até o endereço provisório, nos horários de entrada e saída. A merenda também será mantida, independente do local a ser utilizado. No turno da noite, não haverá alteração, já que a escola possui salas disponíveis para a quantidade de alunos.

Durante a visita, a secretária também relatou que as obras de reparo devem começar em até dez dias e serão finalizadas o mais rápido possível. Ela também comentou a situação da obra anexa à escola, onde estão sendo construídas cozinha, dispensa e sala de informática. Os trabalhos foram iniciados em junho de 2011, mas foi embargada, no final do ano, após denúncias de falhas na estrutura. Segundo ela, o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura já esteve no local e reviu a situação. Com isso, a obra deve ser recomeçada no final prazo de até um mês, com reforço na estrutura.

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