
Fogo atinge casa abandonada no Santa Helena
Um incêndio em uma casa da Rua Villela Filho 80, ocorrido no final da tarde de sábado, levou medo aos residentes da via. O imóvel localizado no Bairro Santa Helena está vazio há mais de seis meses e fica a poucos metros do depósito de gás, com 16 cilindros estocados, do prédio Château Classic, que possui oito andares, onde residem 12 famílias. O risco de uma explosão deixou em pânico muitos moradores. A fumaça negra podia ser vista de vários pontos da cidade, inclusive do Centro, aumentando a apreensão dos vizinhos da edificação atingida pelas chamas. Mais de mil litros de água foram gastos pelos bombeiros para conter o fogo e resfriar a área, onde parte do telhado desabou.
De acordo com o síndico do prédio, Valdecir Gomes da Silva, apesar de a casa estar fechada, ela vinha sendo usada por moradores de rua e usuários de droga. "Por diversas vezes, acionamos o proprietário para que tomasse providências, mas nada foi feito", afirmou. Além do mato alto, um dos portões da frente parece ter sido arrancado, aumentando a vulnerabilidade do local. Colchões também foram encontrados pelos bombeiros dentro da casa, confirmando a versão dos moradores. Apesar dos vestígios de uso do imóvel, os bombeiros disseram que não há elementos para dizer se o incêndio foi intencional. Como não houve vítimas, a perícia só é acionada mediante interesse do proprietário.
Wanderley Stiguer, que se apresentou como pai do proprietário do imóvel, informou que há dois meses aguardava alvará de demolição da Prefeitura para iniciar a derrubada da edificação. No local, deverá ser construído um prédio de oito andares. Stiguer afirmou que a autorização de demolição foi obtida essa semana e que medidas nesse sentido já estão sendo tomadas. Quanto ao estado de abandono do imóvel, ele disse que um dos portões foi roubado, facilitando o acesso ao interior da casa.
Além do medo, moradores do entorno reclamaram da dificuldade em acionar o Corpo de Bombeiros, já que o número 193 estaria dando ocupado. De acordo com o tenente Douglas Müller, todas as quatro linhas estavam em funcionamento. Segundo ele, o tempo de resposta desde o primeiro acionamento foi de oito minutos, enquanto a média gira em torno de 10 minutos.

