Será realizado, nos dias 28 e 29 de novembro, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Prisional. Em todo o estado, 796 detentos, de 43 unidades prisionais, estão inscritos. A procura é três vezes maior do que no último ano. Vinte e dois candidatos cumprem pena em Juiz de Fora, nas penitenciárias Ariosvaldo Campos Pires e José Edson Cavalieri, unidades onde funcionam escolas estaduais regulares.
A superintendente de atendimento aos presos da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Camila de Oliveira, avalia que a realização do exame abre caminho para dois importantes aspectos da vida escolar: a obtenção de certificados de conclusão do ensino médio e a possibilidade de concorrer a bolsas de colocação em instituições do ensino superior, por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni). Alguns detentos cursam o terceiro grau a distância, enquanto outros, assistem a aulas presenciais durante as horas permitidas pelo regime semi-aberto.
O incentivo à educação é também muito importante na recolocação no mercado de trabalho, quando os detentos deixam o sistema prisional, ressalta Camila. Hoje cerca de 5.500 presos estudam enquanto cumprem pena em penitenciárias mineiras. A superintendente lembra que uma recente alteração na lei prevê a remição de um dia da pena para cada 12 horas de estudo, benefício que tem popularizado o exame entre os detentos e contribuído para a alta frequência em sala de aula.
O conteúdo das provas é diferente do aplicado no Enem regular, que aconteceu nos dias 22 e 23, mas o grau de dificuldade é semelhante. O exame acontece dentro das próprias unidades prisionais, em salas separadas, monitoradas por fiscais. No primeiro dia, os inscritos respondem às questões de ciências humanas e ciências da natureza. Já no segundo, serão avaliados os conteúdos referentes a linguagens, matemática e redação.
