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Cientista diz que a Terra busca equilíbrio

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Até o fim deste século, o planeta deve estar mais aquecido, e ainda não é possível chegar a um consenso sobre o volume de chuvas nos próximos anos. Esta conclusão foi divulgada pelo membro titular da Academia Brasileira de Ciências e professor doutor da Universidade de São Paulo (USP), Pedro Leite da Silva Dias. Ele esteve nesta segunda-feira (1) em Juiz de Fora, onde participou de um simpósio sobre mudanças climáticas organizado pela Faculdade de Engenharia da UFJF. As informações compartilhadas pelo cientista são parte dos trabalhos realizados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), do qual ele participou das quatro últimas edições, em 1993, 1995, 2004 e 2007.

Segundo Leite, as mudanças no clima ocorrem por causas naturais e pela influência do homem. Ele explica que o equilíbrio da Terra é resultado do frio que vem dos polos e do calor vindo da região equatorial. As nuvens transportam este calor para outras partes do planeta. O mesmo ocorre com as correntes oceânicas. Quando há uma instabilidade, conforme o cientista, naturalmente o planeta tenta se restabelecer. É por isso que surgem os vulcões, tornados e efeitos climáticos, como o El Niño, que aquece a atmosfera, e La Niña, que esfria. A atmosfera está em constante busca do equilíbrio, defende.

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Além das causas naturais, Leite afirma que a interferência do homem pode contribuir para este desequilíbrio. É o caso da emissão de gases de aerossol e mudanças no uso das terras. Precisamos entender que, historicamente, há períodos mais quentes ou mais frios. Por isso, em determinadas ocasiões, as atividades vulcânicas são mais constantes, por exemplo. Ele defende que este é um processo natural, mas pode ser modificado pela interferência do ser humano.

Além de Leite, estava programado para ontem a participação do cientista Luiz Carlos Molion, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que possui uma tese contrária ao do palestrante. Ou seja, o pesquisador defende que as mudanças climáticas são resultado, apenas, de ciclos naturais do planeta. Molion não chegou a tempo na segunda. A palestra foi reprogramada para esta terça (2), às 10h, também no auditório da Faculdade de Engenharia.

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