
Após os disparos, PM foi chamada à vila, onde realizou buscas, mas não localizou os suspeitos
Um tiroteio em plena manhã de ontem, na Vila Olavo Costa, Zona Sudeste, assustou moradores e mobilizou sete viaturas da Polícia Militar. Os tiros teriam sido disparados entre as ruas da Esperança e Filonilia Carlota de Jesus, na região central do bairro. A PM identificou suspeitos e iniciou buscas pelas vias, becos e travessas, mas nenhum dos envolvidos foi localizado e nenhuma arma foi apreendida. Quatro munições deflagradas foram encontradas no local. O movimento de policiais armados, inclusive com fuzis, se misturou ao trânsito de pessoas, principalmente de crianças, já que o crime aconteceu próximo ao horário de saída do colégio.
A ocorrência estaria ligada ao tráfico de drogas e disputa entre dois grupos. De acordo com informações da PM, por volta das 11h, pelo menos quatro homens, armados com pistola e revólver, teriam comparecido à Travessa Filonilia e efetuado vários disparos em direção a uma residência com intuito de matar um rapaz. A vítima também não foi localizada pelos policiais. Ainda conforme o boletim de ocorrência, os constantes confrontos teriam começado após uma tentativa de homicídio ocorrida na Rua General Benjamin da Fonseca, no Furtado de Menezes, divisa com a Olavo Costa, no dia 23 de maio. Na ocasião, um jovem, 22, foi alvejado por três tiros na perna, tornozelo e região glútea.
Moradores, que preferiram não se identificar temendo represálias, confirmaram que tiroteios se tornaram frequentes na região. Ocorrências semelhantes de disparos em via pública chegaram a mobilizar a PM também na última semana. "Tem uma gangue aí com mais de dez armados dando tiro. Tá um querendo matar o outro", disse um homem. Ele pede mais policiamento, sobretudo no viradouro entre as ruas Filonilia e Furtado de Menezes, já que o local fica perto de uma escola. "Filho da gente estuda lá, e é um perigo danado."
Enquanto passava perto das viaturas com uma criança no colo, uma mulher comentou: "Isso nem me assusta mais, já estou até acostumada", falou, referindo-se à rotina de tiroteio. Uma jovem moradora contou que estava dormindo quando acordou com os barulhos. "Escutei uns sete tiros, um atrás do outro. Cada dia que passa está pior ainda."

