Servidores das 47 superintendências regionais de ensino (SREs) do estado, incluindo Juiz de Fora, paralisam hoje as atividades para pressionar o Governo de Minas. Com a expectativa de adesão de 95% do efetivo, o ato busca corrigir uma distorção salarial no pagamento de técnicos, vigente desde 2011. Embora tenham recebido o mesmo reajuste proposto pelo Governo aos professores, de 31,78% até 2017, os analistas querem a equiparação dos salários com os cargos de analistas inspetores, maior em aproximadamente 50%.
A paralisação é encabeçada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) e será realizada novamente nos dias 9 e 15 de julho, conforme deliberação em assembleia realizada na semana passada. A assistente técnica educacional Cristina Rocha, afirma que a proposta dos servidores hoje é “se dirigir a outras superintendências de ensino, onde o índice de adesão ainda é pequeno, para se conscientizar sobre a importância de se fortalecer o movimento”. De acordo com Cristina, a paralisação deve impactar os setores de pagamento, aposentadoria, designações, liberação de verba para merenda escolar, entre outros serviços que subsidiam o serviço das escolas estaduais.
Garantia de reajuste
Na tarde de ontem, o governador Fernando Pimentel (PT) sancionou a lei que trata da política remuneratória dos trabalhadores em educação. Além disso, foi promulgada pela Assembleia Legislativa a PEC que garante o pagamento de vantagens adicionais e gratificações aos servidores da área.
