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Parte de prédio vem abaixo na Floriano Peixoto

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Destroços atingiram escritório e parte do galpão de reciclagem
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Destroços atingiram escritório e parte do galpão de reciclagem

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Atualizada às 13h34

Parte de um prédio abandonado de quatro pavimentos desabou sobre um galpão que armazena materiais recicláveis, no início da madrugada desta terça-feira (1), no Centro da cidade. A edificação, localizada na Rua Floriano Peixoto número 111, foi interditada pela Defesa Civil hoje pela manhã. Um imóvel nos fundos do prédio, localizado na Rua Fonseca Hermes, foi interditado parcialmente. Os destroços atingiram o escritório e o local onde é feita a prensagem do material da Recicláveis Floriano Peixoto, causando prejuízo estimado em cerca de R$ 50 mil, segundo o proprietário Vitor Fernandes. O local também foi totalmente interditado. Ninguém se feriu. Não foi preciso fazer a retirada de famílias que moram na região afetada.

A secretária de Atividades Urbanas, Graciela Marques, esteve no local no início da tarde desta terça-feira e informou que o proprietário do imóvel já foi notificado e tem 24 horas para iniciar a demolição dos dois últimos andares do edifício. De acordo com o chefe do Departamento de Operações Técnicas da Defesa Civil, Adair Elpes, a chuva não teria provocado a queda, mas teria contribuído para o problema.

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A Defesa Civil foi acionada pelo Corpo de Bombeiros às 6h42. De acordo com Elpes, a situação poderia ter sido evitada. “É uma construção com uma estrutura muito antiga e em péssimo estado de conservação”.

O responsável pela empresa de recicláveis informou que o prédio está abandonado há mais de 30 anos. “Eu trabalho nesta região há pelo menos 49 anos. Já estava aqui quando o prédio ficou pronto, por volta de 1970. Cinco anos depois de sua construção, ele já estava abandonado.” Vitor também disse que, apesar de seu negócio estar segurado, não sabe se os prejuízos, estimados em mais de R$ 50 mil, serão cobertos.

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Susto

Por volta das 23h, moradores do entorno ouviram um primeiro estrondo e acionaram os Bombeiros. “O barulho foi muito alto. Nós achamos que era um pedaço de reboco que tinha se soltado. Em seguida, ouvimos outro estrondo e, quando fomos para área de serviço, vimos que um pedaço do prédio havia caído”, relatou um morador de um prédio vizinho, Walter Antônio da Silva, 56 anos.

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Em setembro de 2007, o proprietário do galpão de recicláveis já havia acionado a Defesa Civil que, à época, registrou um boletim de ocorrências, relatando a queda de parte do reboco. Segundo Adair, neste tipo de situação, o procedimento padrão adotado é o de acionar a Fiscalização da PJF, que vistoria e notifica o proprietário. Passado o prazo para a resolução dos problemas, multas podem ser lavradas, e os donos podem ser responsabilizados juridicamente pelos danos causados.

Balanço

A Defesa Civil atendeu 50 chamados, das 18h de segunda-feira (30) até as 16h de desta terça-feira (1), sendo 50% deles concentrados na região Sul, a mais castigada pelas chuvas e pelo vento de até 90km/h que atingiram a cidade ontem. Os bairros Ipiranga, Santa Luzia e Jardim de Alá foram os mais afetados. Ainda segundo informações da Defesa Civil, a grande maioria dos casos é de destelhamento parcial de residências. Quatro equipes estão nas ruas esta manhã verificando os estragos: duas na Floriano Peixoto, uma na Zona Sul e uma na Leste, onde foram registradas apenas ocorrências corriqueiras.

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