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SUS de JF tem conceito 5,36 em 10

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Juiz de Fora obteve o oitavo pior conceito – 5,36 – no Índice de Desempenho do SUS (IDSUS) entre as 29 cidades inseridas no Grupo 1, que engloba municípios com alto Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (IDSE), médio Índice de Condições de Saúde (ICS) e bom Índice de Estrutura do Sistema de Saúde do Município (IESSM). O indicador, divulgado nesta quinta-feira (1) pelo Ministério da Saúde, foi criado para medir o acesso do usuário e a qualidade dos serviços da rede pública. Foram analisados dados repassados pelas prefeituras entre 2008 e 2010, considerando os diferentes níveis de atenção. Ao todo, 5.563 cidades foram divididas em seis grupos, de acordo com infraestrutura e condições de atendimento à população. A média nacional foi 5,47, em escala de zero a dez. Minas Gerais obteve o quarto melhor desempenho entre os estados, com nota 5,87, atrás de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Embora Juiz de Fora tenha obtido índice máximo em quatro dos 24 quesitos avaliados (ver quadro), o conceito ficou abaixo de 1 ponto em cinco categorias, incluindo as de assistência hospitalar e ambulatorial a pessoas das outras 137 cidades da região, referenciadas para atendimento no município. O indicador mais baixo, 0,40, foi o referente à "proporção de procedimentos de média complexidade realizados para não residentes". A média geral do município ficou atrás, por exemplo, da de outras cidades de médio porte, que estão no mesmo grupo, como Sorocaba-SP (5,86), Londrina-PR (6,21), São José do Rio Preto-SP (6,55) e Ribeirão Preto-SP (6,69). Já Uberlândia ficou em situação pior, dois lugares atrás de Juiz de Fora no ranking, com 5,32.

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A secretária de Saúde, Maria Helena Leal Castro, diz ter recebido com surpresa a informação de que Juiz de Fora encontra-se entre as piores colocadas em seu grupo de avaliação. "Nossa situação é muito melhor do que a apontada pelo indicador. Sinto tranquilidade com o trabalho realizado, pois já conseguimos melhorias que podem ainda não ter se refletido nesta avaliação. É prematuro fazer, neste momento, uma análise detalhada dos dados, pois ainda precisamos nos debruçar sobre eles."

Ela classificou como "louvável" o fato de o Ministério levantar tais indicadores, mas considerou irresponsável a divulgação das informações "referentes a um período tão longo e que envolvem 24 quesitos" sem explicitar previamente para as prefeituras todos os parâmetros utilizados. Conforme Maria Helena, a comparação do IDSUS de diferentes cidades precisa ser feita com cautela. "Em Uberlândia, por exemplo, o índice de desenvolvimento é elevadíssimo, mas o município ficou abaixo de Juiz de Fora no ranking do Ministério." Quanto aos baixos conceitos alcançados nas categorias referentes à assistência à região, ela alega não fazer a mesma análise, afirmando que Juiz de Fora não atende pacientes de outras cidades de maneira diferente.

O secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge Marques, informou que ainda vai avaliar com maior profundidade a situação dos municípios mineiros. "O indicador nos dará uma orientação geral sobre a saúde no estado. A intenção é, a partir dele, estudar estratégias." Ele destacou o bom índice conquistado por Minas Gerais, que ficou à frente dos outros estados da região Sudeste.

O IDSUS é formado por 24 indicadores de saúde, sendo 14 de acesso ao serviço e dez que medem a efetividade do atendimento recebido.

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