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Pesquisadores da UFJF desenvolvem medicamento para síndrome respiratória

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Pesquisadores e professores da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) estão desenvolvendo um medicamento que usa nanotecnologia para o tratamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O procedimento é inovador ao propor a criação de um remédio inalatório através da utilização de nanopartículas. Posteriormente aos ensaios iniciais, o produto será avaliado em parceria do grupo com a Fiocruz.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é considerada uma das principais complicações causadas pela Covid-19, uma infecção pulmonar intensa e que ocorre em pacientes acometidos por vírus respiratórios, tais como H2N3 e SARS-CoV-2. Atualmente, por não haver um consenso científico sobre o tratamento adequado para a SRAG, a maioria dos médicos tem apostado no uso dos corticoides, fármacos que são anti-inflamatórios e imunossupressores.

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O professor responsável pela pesquisa, Guilherme Diniz Tavares, explica que, dentre os medicamentos mais utilizados atualmente, existe a dexametasona, que pode ser administrada por via injetável ou em comprimidos. A ideia da pesquisa é que esse fármaco seja administrado por via pulmonar, tendo em vista que a inflamação causada pela SRAG acomete diretamente o pulmão.

“Ao aplicar no local necessário, temos dois benefícios: uma ação mais concentrada, que permite reduzir a dose do fármaco, e uma redução nos efeitos colaterais, já que os corticoides costumam apresentar uma alta prevalência desses efeitos quando aplicados por via oral ou injetável”, explica o pesquisador.

O projeto nomeado de “Nanopartículas poliméricas contendo dexametasona para o tratamento da síndrome respiratória aguda grave relacionada à COVID-19: estudo de escalonamento, investigação da eficácia e avaliação da estabilidade após inclusão em formulação inalatória” foi contemplado com uma verba de R$ 80.300 por meio do edital de chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A equipe conta com os pesquisadores Fernanda Vilela e Frederico Pittella, docentes da Faculdade de Farmácia, e o professor Gilson Macedo, do Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas. Também integram o projeto os pesquisadores Helvécio Rocha e Michelle Sarcinelli, da Fiocruz.

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