Os Estados Unidos registraram ao menos cinco episódios de violência política nos últimos dois anos, com ataques contra figuras ligadas tanto ao Partido Republicano quanto ao Partido Democrata. O caso mais recente ocorreu no sábado (25), quando um atirador tentou invadir o jantar anual de correspondentes da Casa Branca, em Washington, evento que contava com a presença do presidente Donald Trump.
A ocorrência no hotel Washington Hilton levou à retirada de Trump e de outras autoridades pelo Serviço Secreto. Segundo a Reuters, o hotel informou que operava sob protocolos definidos em conjunto com o Serviço Secreto, a polícia local e a segurança do estabelecimento. O suspeito, identificado como Cole Allen, foi detido e deveria comparecer à Justiça nesta segunda-feira (27).
O ataque se soma a uma sequência de episódios recentes que evidenciam o aumento das preocupações com a segurança de autoridades, lideranças políticas e pessoas ligadas ao debate público no país.
Em 13 de julho de 2024, Trump foi alvo de um atentado durante um comício em Butler, na Pensilvânia, ainda durante a campanha presidencial. Ele discursava quando um homem, posicionado no telhado de um prédio comercial a cerca de 150 metros, disparou contra o evento. Trump foi atingido de raspão na orelha direita, recebeu atendimento médico e teve alta no mesmo dia.
O atirador foi morto por agentes do Serviço Secreto. Uma pessoa que acompanhava o comício morreu, e outras duas ficaram gravemente feridas.
Outro caso ocorreu em 14 de junho de 2025, quando a deputada estadual de Minnesota Melissa Hortman, do Partido Democrata, e o marido, Mark Hortman, foram mortos a tiros dentro de casa, em Brooklyn Park. Antes disso, o mesmo suspeito teria atacado o senador estadual John Hoffman, também democrata, e a esposa dele, em Champlin, cidade localizada a cerca de 14 quilômetros de Brooklyn Park.
O casal Hoffman foi levado ao hospital com ferimentos graves e sobreviveu. Na época, o governador de Minnesota, Tim Walz, classificou os crimes como “violência política direcionada”. O suspeito foi preso no dia seguinte. Em um carro usado por ele, policiais encontraram uma lista com 70 nomes de legisladores e outras autoridades.
Em 10 de setembro de 2025, o influenciador Charlie Kirk foi morto a tiros durante um evento no campus da Universidade de Utah Valley. Ele respondia a uma pergunta sobre atiradores em massa nos Estados Unidos quando foi atingido. Kirk era CEO e cofundador da organização política de direita Turning Point USA e aliado de Trump.
O suspeito efetuou o disparo a partir do telhado de um prédio e foi preso pelo FBI no dia seguinte, em St. George, no estado de Utah, a cerca de 400 quilômetros da universidade. Segundo o relato original, ele confessou o crime.
Já em 7 de março de 2026, dois homens foram presos após um artefato explosivo improvisado ser lançado em direção a um protesto antimuçulmano em frente à residência oficial do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Em seguida, outro artefato foi arremessado contra policiais do Departamento de Polícia de Nova York.
Os explosivos não detonaram, e ninguém ficou ferido. A comissária da Polícia de Nova York, Jessica S. Tisch, classificou o episódio como “um ato terrorista inspirado pelo Estado Islâmico”.
O episódio mais recente, no jantar de correspondentes da Casa Branca, reacendeu o debate sobre a segurança de eventos com autoridades nos Estados Unidos. Segundo a Associated Press, o Departamento de Justiça passou a usar o caso para defender a construção de um salão de eventos ligado à Casa Branca, argumentando que a estrutura poderia reduzir riscos em compromissos oficiais.
Texto com informações do Estadão Conteúdo, reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe
Resumo desta notícia gerado por IA
- Os Estados Unidos registraram ao menos cinco episódios de violência política nos últimos dois anos.
- Os ataques atingiram figuras ligadas aos partidos Republicano e Democrata.
- O caso mais recente ocorreu durante o jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington.
- A sequência de episódios ampliou o debate sobre segurança de autoridades e eventos políticos no país.

