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Ministro recua e muda comunicado às escolas sobre Hino

velez marcello casal jr abr

Marcello Casal Jr/ABr

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O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou nesta terça-feira (26) que determinou que seu ministério retire de um e-mail enviado nesta segunda-feira (25) a todas as escolas do país o trecho em que pede que crianças sejam gravadas em vídeo após serem perfiladas para cantar o hino nacional. Ele também disse que “percebeu o erro” de inserir o slogan da campanha de Jair Bolsonaro “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos” ao final do e-mail.

“Eu percebi o erro. Tirei essa frase (com slogan do governo). Tirei a parte correspondente a filmar crianças sem a autorização dos pais. Evidentemente se alguma coisa for publicada será dentro da lei, com a autorização dos pais. Saiu hoje (terça) de circulação”, disse o ministro brevemente a jornalistas. Houve grande repercussão negativa após a medida ter sido divulgada nesta segunda-feira.

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Vélez Rodríguez se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). “Estive com o presidente do Senado, uma pessoa maravilhosa, muito aberta ao diálogo e nós, no ministério, temos como função cuidar da educação do Brasil, ajudar a educação, melhorar, de mãos dadas com nossos representantes no Parlamento”, disse após o encontro.

O ministro iniciou participação, no final da manhã, de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado para apresentar as diretrizes e os programas prioritários de sua pasta. “Será uma honra muito grande participar dessa sessão no Senado”, afirmou.

Slogan é ilegal, diz Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão comentou, em entrevista à Rádio Gaúcha, o e-mail polêmico. Mourão disse que o ministro Ricardo Vélez Rodríguez acertou ao incentivar que alunos cantem o Hino Nacional, mas ponderou que a recomendação do MEC padecia de ilegalidade ao conter a expressão “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” na carta do ministro a ser lida para as crianças. A frase ficou conhecida por ser o slogan de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“Foi o único problema que o ministro teve quando redigiu isso aí (o slogan). É contra a legislação. Você não pode colocar uma mensagem que não é de propaganda governamental a algo que seja ligado à propaganda”, disse o vice-presidente.

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