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Sistema prisional: Brasil precisaria de R$ 14 bilhões para zerar déficit de vagas

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Para eliminar o déficit de vagas no sistema prisional brasileiro, seriam necessários R$ 14 bilhões destinados à construção de novas unidades que somariam 202 mil vagas. A projeção é da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Segundo o diretor de inteligência da Senappen, Antônio Glautter, o valor corresponde apenas aos investimentos para erguer novos presídios. Ele destacou que a despesa total seria maior, já que incluiria o custeio das unidades. “Recursos para investimento e construção de unidades para suprir esse déficit de 200 mil vagas. E aí, por óbvio, precisaria de mais um tanto de recursos para custeio dessas unidades, porque vamos precisar de policiais penais, de contratos, pagar energia, alimentação”, afirmou.

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Glautter foi ouvido nesta quarta-feira (19) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que apura a atuação do crime organizado. A comissão foi criada após a operação policial no Rio de Janeiro que resultou na morte de 121 pessoas.

Atualmente, o Brasil tem 702 mil pessoas privadas de liberdade em 1.375 unidades prisionais, o que representa um déficit de cerca de 40% das vagas. O país possui a terceira maior população carcerária do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

A título de comparação, o valor estimado para construir novas unidades prisionais — R$ 14 bilhões — é próximo dos R$ 12 bilhões que, segundo a Polícia Federal, teriam sido desviados na suposta fraude envolvendo o Banco Master, revelada na terça-feira (18).

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), observou que o Congresso tem aprovado o aumento de penas para diversos crimes, o que tende a ampliar o encarceramento no país. “É preciso fazer o passo seguinte. Essa política de aumento do encarceramento tem um custo, e esse custo não é pequeno. Nós temos uma decisão política tomada que vai levar a um aumento de encarceramento”, afirmou.

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Vieira tem defendido que a CPI estabeleça de onde virão os recursos para financiar a segurança pública.

Na terça-feira (18), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Antifacção, que aumenta as penas para integrantes de facções criminosas para 20 a 40 anos de prisão, com cumprimento mínimo de 85% da pena em regime fechado.

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*Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

Resumo desta notícia gerado por IA

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