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Partido de Bolsonaro defende Deus, armas e oposição ao comunismo

bolsonaro fabio rodrigues pozzebom

O presidente Jair Bolsonaro e o senador Arolde de Oliveira (PSC-RJ) entoam a Canção da Infantaria, após solenidade de ampliação do Programa Educação Conectada nas Escolas e ato comemorativo ao Dia da Bandeira

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Em discurso proferido no começo da tarde desta quinta-feira (21), durante a primeira convenção nacional da Aliança pelo Brasil, partido que pretende fundar, o presidente Jair Bolsonaro disse querer uma nova legenda “que reze nossa cartilha”. “Assim atingiremos de verdade os nossos objetivos”, explicou.

A fala de Bolsonaro foi feita a uma plateia inflamada, com seus apoiadores participando, aos gritos, em apoio ao presidente. Não faltaram também críticas da plateia a parlamentares vistos pelos bolsonaristas como “traidores”, como o deputado federal por São Paulo Alexandre Frota, agora no PSDB. Aos apoiadores, o presidente Bolsonaro disse que críticas ao governo são bem-vindas, mas pediu comedimento. “Vamos fazer críticas, mas moderadas”, disse.

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O Aliança pelo Brasil terá seu lançamento nesta quinta sob forte discurso de respeito a Deus, a religiões e de oposição a movimentos de esquerda. Em um auditório lotado de um hotel de luxo de Brasília, a advogada Karina Kufa fez a leitura dos princípios do partido. “O povo deu norte da nova representação política. Em 2019, novo passo precisa ser dado. Criar partido que dê voz ao povo brasileiro”, afirmou.

Karina Kufa afirmou que o partido é conservador, comprometido com a liberdade e ordem, soberanista e de oposição às “falsas promessas do globalismo”. O programa tem os seguintes princípios:

– Respeito a Deus e à religião

– Respeito à memória e à cultura do povo brasileiro

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– Defesa da vida

– Garantia de ordem e da segurança

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O programa afirma que o partido “reconhece o lugar de Deus na vida, na história e na alma do povo brasileiro”. Há ainda defesa da posse de armas. Karina disse que o partido “se esforçará para divulgar verdades sobre crimes do movimento revolucionário, como comunismo, globalismo e nazifascismo”. Ainda segundo a advogada, o partido estabelecerá relações com siglas e entidades de países que “venceram o comunismo”, como os do Leste Europeu.

“O Aliança pelo Brasil repudia o socialismo e o comunismo”, disse Karina. A frase foi bastante aplaudida pelos presentes. A plateia começou a gritar: “A nossa bandeira jamais será vermelha”.

A maioria dos parlamentares do PSL, que pretendem migrar para a nova sigla, ocupava as primeiras fileiras do auditório. Alguns não conseguiram lugar nas primeiras cadeiras porque chegaram mais tarde. Outros quase não conseguiram entrar. Havia ainda dezenas de apoiadores ao lado de fora do auditório, por causa da lotação. Apenas poucos jornalistas tiveram acesso ao auditório principal.

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