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PSL libera filiados a participar de atos pró-Governo

pro bolsonaro bsb by josé cruz

Apoiadores de Bolsonaro se reuniram em Brasília (foto: Agência Brasil/José Cruz)

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Após reunião da bancada, o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, liberou seus filiados a participar das manifestações de ruas convocadas para o próximo domingo, 26. A legenda, porém, evita apoio institucional ao evento. “É um movimento espontâneo, nascido das ruas e todos estão liberados a participar”, disse o presidente do PSL, Luciano Bivar.

Mais cedo, Bivar havia se manifestado contrário às manifestações. “Nós fomos eleitos democraticamente, institucionalmente, não há crise ética, não há crise moral, estão se resolvendo os problemas das reformas, então eu vejo sem sentido essa manifestação, mas toda manifestação é válida, é um soluço do povo para expressar o que ele está achando”, disse.

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A mudança de posicionamento ocorreu após ter sido convencido pela ala da bancada interessada em apoiar as manifestações. Uma das defensoras dos protestos, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) diz esperar mais de 500 mil manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo. Já o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), diz ter recebido sinalizações de mais de cem cidades paulistas interessadas em participar do evento.

O próprio presidente Jair Bolsonaro afirmou a aliados, nesta terça-feira, 21, que não vai comparecer às manifestações em apoio ao seu mandato. Indagado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, se os ministros poderiam participar do evento, o presidente teria respondido que seria melhor o governo não se envolver sob a justificativa de demonstrar “respeito pelo cargo e por suas responsabilidades”.

Líderes de Governo na Câmara e no Congresso, os deputados Major Vitor Hugo (PSL-GO) e Joice Hasselmann (PSL-SP), respectivamente, não participaram da reunião de bancada. Também não compareceram o deputado Eduardo Bolsonaro ou seu irmão, senador Flávio Bolsonaro. Ambos são filiados à legenda.

Há atos previstos em pelo menos 60 cidades, em todas as capitais e no Distrito Federal. Ainda que o objetivo central seja o apoio às pautas do Planalto como a Previdência, o pacote anticrime do ministro Sergio Moro e a Medida Provisória 870 – que reorganiza a estrutura do governo e está sob ameaça -, alguns grupos defendem do enfrentamento ao Centrão à criação da CPI da Lava Toga, além do impeachment de ministros do Supremo como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Levantamento da reportagem nas redes sociais dos 54 deputados do PSL identificou que pelo menos 19 fizeram convocações. Outros parlamentares destacaram nas redes a importância das pautas do governo no Congresso, mas não falaram explicitamente sobre os atos.

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Bolsonaro não irá e defende manifestações pacíficas

Brasília (AE) – O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou nesta terça (21), que o presidente Jair Bolsonaro não endossa pautas que pedem o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), oriundas de grupos que participarão de atos pró-Governo neste domingo, 26.

“O Governo é democrático e entende a cooperação dos três Poderes para a elevação do nosso país”, afirmou Rêgo Barros, dizendo também que não há participação do Governo nos atos, e que eles não devem ser “contra grupos ou instituições”. “Presidente gostaria de declarar que as manifestações têm sempre caráter livre e espontâneo, especialmente essa que estamos tratando, que deve ser pacífica, não sendo contra grupos ou instituições”, disse.
O porta-voz confirmou que Bolsonaro não irá participar dos atos, e que o presidente orientou seus ministros para que também não estejam presentes nas manifestações de domingo. Apesar de afirmar que acredita ser fundamental a participação da sociedade em decisões políticas, o chefe do Executivo avalia que não é adequado mesclar a sua posição com os atos programados, comunicou Rêgo Barros. “Deixar claro o entendimento da importância, mas não quer colocar-se diretamente nesse contexto”, explicou o porta-voz.

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“Presidente defende liberdade de expressão, e acredita ser fundamental a participação da sociedade nas discussões e decisões políticas. Elas objetivam dar relevo aos projetos prioritários para a sociedade, dentre as quais a aprovação da nova Previdência, da lei anticrime e anticorrupção, a aprovação da medida provisória 870 (que reestruturou os ministérios), entre outras atividades”, disse Rêgo Barros à imprensa.

Como mostrou o Estado, líderes ligados ao movimento evangélico e aos caminhoneiros endossam os atos em favor do presidente, mas evitam corroborar mensagens radicalizadas de grupos que pedem o fechamento do Congresso e do STF. O Clube Militar também fez uma convocação para os atos. O ato tem apoio de uma ala do PSL que inclui um dos filhos do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

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