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Governistas querem defender Moro no Senado; oposição promete questionar mensagens

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AE (Brasília) O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, já está no Senado, onde explica as supostas mensagens trocadas com procuradores da Lava Jato durante a Operação. A audiência está sendo realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, tendo começado pouco depois das 9h.
Moro chegou ao Senado um dia depois de novas mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, nas quais o ex-juiz teria questionado, em 2017, uma investigação envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
O ministro tem 30 minutos para fazer uma exposição inicial. Na sequência, cada senador terá cinco minutos para fazer perguntas. Moro terá cinco minutos para responder, além de dois minutos para réplica e outros dois para tréplica. As inscrições para os senadores começaram mesmo antes do início da audiência. O primeiro a chegar, às 7h45, e a se inscrever foi o líder do PDT, Weverton (MA). A segunda foi a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS).
A estratégia de governistas é defender Moro no colegiado atacando a invasão de celulares e classificando como normais os contatos entre magistrados e procuradores. Já a oposição quer concentrar as perguntas no conteúdo das mensagens divulgadas, questionando o ministro sobre sua conduta enquanto juiz da Lava Jato. Alguns parlamentares ponderam que ainda querem aguardar novas revelações do caso.
Nesta terça, 18, o ministro da Justiça almoçou com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e com a senadora Soraya Ela relatou que Moro mostrou tranquilidade com sua presença no Senado.

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