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Líder do PSL recua após dizer que implodiria Bolsonaro

bolsonaro fabio pozzebom

O Presidente, Jair Bolsonaro, e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante coletiva de imprensa, sobre os dados do desmatamento divulgados pelo monitoramento ambiental do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

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O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), voltou atrás depois de ser gravado em reunião do partido dizendo que implodiria o presidente Jair Bolsonaro. “Isso já passou. Nós somos Bolsonaro. Somos que nem mulher traída, apanha, mas mesmo assim volta ao aconchego”, afirmou nesta quinta-feira (17).

O parlamentar foi gravado na reunião do grupo ligado ao presidente da legenda, Luciano Bivar (PSL-PE), na Câmara, por Daniel Silveira (PSL-RJ). O encontro se deu nesta quarta (16). “Vou fazer o seguinte, eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele, eu tenho a gravação. Não tem conversa, eu implodo o presidente, cabô, cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo, cara. Eu votei nessa porra, eu andei no sol 246 cidades, no sol gritando o nome desse vagabundo”, disse Waldir no áudio.

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Nesta quinta, ele contemporizou a fala, que disse vir de “momento de sentimentos”. “É uma fala de emoção”, afirmou. Ele disse que foi motivado por um sentimento de que o presidente foi ingrato com os parlamentares. “Não só comigo, com dezenas de parlamentares, com o presidente Luciano Bivar”, disse.

O líder afirmou que trabalhará para unificar a bancada. Waldir disse que os excessos de deputados dissidentes serão punidos. “Existe o Conselho de Ética da Câmara e do partido, existem várias normas e dentro desse regramento com certeza nós iremos representar contra quem cometeu excessos”, disse na saída de almoço com a bancada, que também reuniu o presidente da legenda.

O áudio, de duração de nove minutos, traz uma série de reclamações dos deputados sobre a interferência do presidente na liderança do partido. Vários deles se queixam da reunião no Palácio do Planalto, em que o presidente teria pressionado os deputados a assinarem uma lista para destituir o Delegado Waldir da liderança.

Derrotas

Nesta quinta, o presidente sofreu duas importantes derrotas, em meio à crise deflagrada entre ele e o presidente nacional do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE). A primeira foi a permanência do Delegado Waldir (GO) como líder do PSL na Câmara. Um dia antes, com a ajuda de Bolsonaro, aliados do Palácio do Planalto tentaram destituir Waldir do cargo e substituí-lo pelo deputado Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente Bolsonaro.
Em outro capítulo da guerra aberta no PSL, Bivar destituiu Eduardo e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente, dos comandos da legenda em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente. Outra aliada de Bolsonaro, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) também foi removida da presidência do PSL do Distrito Federal.

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Num contragolpe, contrariado com o fato de a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) ter assinado a lista de apoio à manutenção de Delegado Waldir como líder do partido, Bolsonaro decidiu retirar a parlamentar da liderança do governo no Congresso. Ela foi substituída pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO), que é vice-líder.

Planalto suspende indicação de Eduardo Bolsonaro a embaixada

Brasília e Washington (FOLHAPRESS) – A indicação de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para o cargo de embaixador do Brasil em Washington está em suspenso pelo Palácio do Planalto. Embora a intenção de indicar o deputado federal para a função tenha sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro em julho, até agora não houve o início do processo formal no Senado, que precisa aprovar a escolha.

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Inicialmente, o governo dizia esperar um momento oportuno para enviar o nome de Eduardo, um dos filhos do presidente. Membros do Planalto argumentavam que era necessário esperar a definição de pautas importantes para o governo, como a aprovação da reforma da Previdência. Agora, a possibilidade de Eduardo se tornar líder do PSL na Câmara passou a ser apontada como o principal motivo para o atraso.

Nos bastidores, a avaliação é que o filho do presidente tem acirrado disputas e se desgastado junto a parlamentares, inclusive de seu próprio partido, estando cada vez mais longe do número de votos necessários para ter a aprovação no Senado.

Oficialmente, o Planalto não comenta o caso, e Bolsonaro não tem respondido aos questionamentos relacionados à indicação de Eduardo. Ao postergar a indicação do filho, Bolsonaro deixa o posto de Washington sem embaixador por quase dez meses, embora o presidente considere a relação com os EUA como prioridade da política externa brasileira.

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