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Falha de segurança no WhatsApp permite espionagem

bra whatsapp
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Um grupo de pesquisadores encontrou uma falha de segurança no WhatsApp, um dos aplicativos de mensagens instantâneas mais usados no mundo, informou nesta terça-feira, 14, a empresa, que já lançou uma atualização para o problema. A falha permitia que hackers instalassem um programa espião (spyware) em alguns telefones e acessassem os dados contidos em aparelhos que usam os sistemas operacionais da Apple (iOS) e do Google (Android).

A vulnerabilidade, revelada pelo Financial Times, foi reparada na última atualização do WhatsApp, de propriedade do Facebook e utilizado por cerca de 1,5 bilhão de pessoas. Segundo o Financial Times, a ferramenta foi desenvolvida por uma empresa com sede em Israel chamada NSO Group, acusada de ajudar governos do Oriente Médio e do México a espionar ativistas e jornalistas.

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A vulnerabilidade de segurança foi descoberta no início deste mês e o WhatsApp disse que rapidamente resolveu o problema, lançando uma atualização em menos de dez dias. “Incentivamos as pessoas a baixar a versão mais recente do aplicativo, bem como manter em dia o sistema operacional do seu telefone, para se protegerem contra possíveis ataques de segurança que visam comprometer as informações armazenadas no aparelho”, disse um porta-voz da companhia.

O Facebook não informou o número de usuários afetados, mas ressaltou que reportou o caso às autoridades americanas.

Ataque

Os hackers faziam uma ligação por meio do WhatsApp para o telefone cujos dados queriam acessar e, mesmo que o destinatário não respondesse à chamada, um programa de spyware era instalado nos dispositivos. Em muitos casos, a chamada desaparecia posteriormente do histórico do aparelho, de modo que, se ele não tivesse visto a chamada entrar naquele momento, o usuário não suspeitaria de nada.

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O WhatsApp disse que, durante as primeiras investigações, constatou que os criminosos visavam atingir um número seleto de usuários. “Este ataque tem todas as características de uma empresa privada que trabalha com alguns governos no mundo”.

Procurado, o NSO Group garantiu que só vende este produto para os governos “combaterem o crime e o terrorismo”. “Investigamos qualquer denúncia de uso indevido. Se necessário, tomamos medidas, incluindo a desativação do sistema”, afirmou, em comunicado.

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