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Dois prédios desabam em comunidade no Rio de Janeiro

centro de operacoes rj

Foto: Centro de Operações da Prefeitura do Rio

Pelo menos duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas após o desabamento nesta sexta-feira (12) de dois edifícios residenciais na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Prefeitura do Rio, as construções eram irregulares e tiveram as obras interditadas em novembro de 2018. Há a suspeita de que os edifícios tenham sido construídos e vendidos por milícias que atuam na cidade, mas esta informação não foi confirmada.
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O Corpo de Bombeiros confirmou a morte de duas pessoas, o resgate de três feridos e trabalha nos escombros com uma lista de 17 nomes de pessoas que estariam desaparecidas. Eles isolaram a área da tragédia porque outros prédios do entorno estariam em risco iminente de desmoronamento.

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Os bombeiros chegaram ao local às 7h20 e iniciaram os trabalhos de resgate. A corporação informou que foi acionada por volta das 6h40 para uma ocorrência de desabamento na Estrada de Jacarepaguá, no bairro de Itanhangá.

A prefeitura do Rio, que espera divulgar nas próximas horas um balanço inicial sobre vítimas e danos materiais, comunicou que cerca de 60 edifícios da região foram construídos de maneira “irregular” em zonas de “alto risco de desmoronamento”.

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, a Estrada de Jacarepaguá está interditada no momento. A comunidade da Muzema foi uma das áreas atingidas pelo temporal que caiu no Rio no início desta semana. Na segunda-feira (8), a chuva que caiu na cidade provocou a morte de dez pessoas.

 

Área onde prédios desabaram é dominada por milícias, com construções irregulares

A comunidade da Muzema é uma área sob o domínio de milícias – grupos paramilitares formados por PMs, militares, agentes penitenciários e civis, que exploram ilegalmente vários negócios. Um dos mais conhecidos seria o da construção irregular. A Prefeitura do Rio confirmou que os prédios que desabaram são irregulares e estavam interditados desde novembro de 2018.

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Segundo a Prefeitura, por se tratar de área dominada por milícia, os técnicos da fiscalização municipal necessitam de apoio da Polícia Militar para realizar operações no local. Foi o que aconteceu em novembro de 2018, quando várias construções irregulares foram interditadas e embargadas pela administração municipal. “A região é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e os prédios ali construídos não respeitam a legislação em vigor”, informou a Prefeitura, em nota.

 

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