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PGR pede condenação de policial federal de Juiz de Fora do ‘núcleo 4’ da trama golpista

STF marca depoimentos de testemunhas do plano de golpe; policial federal de Juiz de Fora é réu
(Foto: Redes Sociais)
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do policial federal de Juiz de Fora e ex-servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Marcelo Araújo Bormevet, e de outros seis réus do “núcleo 4” da trama golpista. O grupo é acusado de espalhar desinformação contra urnas eletrônicas e instituições e de promover ataques virtuais contra militares que não aderissem ao plano de golpe, ações que culminaram, conforme a PGR, com os ataques contra os Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Nas alegações finais apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (3), a Procuradoria pediu a condenação, além do policial federal de JF, de Ailton Gonçalves Barros, Angelo Martins Denicoli, Carlos César Moretzsohn Rocha, Giancarlo Gomes Rodrigues, Guilherme Marques Almeida e Reginaldo Vieira de Abreu.

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Os réus foram denunciados por organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. 

O documento da PGR aponta que os acusados agiram em coordenação com o núcleo central da organização criminosa, concentrando a produção e disseminação de notícias falsas contra os mesmos alvos apontados publicamente, com o objetivo de enfraquecer as instituições democráticas perante a população.

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, a denúncia não é baseada em conjecturas, mas na documentação produzida pelo próprio grupo. “Não há como negar fatos praticados publicamente, planos apreendidos, diálogos documentados e bens públicos deteriorados”, explica.

Ele destaca o uso da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de forma ilegal para produzir e disseminar notícias falsas sobre o processo eleitoral, ministros do Supremo Tribunal Federal e a empresa fabricante das urnas eletrônicas. “À míngua de irregularidade real que pudesse abalar a estabilidade social, o uso indevido da estrutura do Estado foi essencial para a manipulação e distorção de informações sensíveis contra o sistema eletrônico de votação e as autoridades em exercício nos poderes estabelecidos”.

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O espaço nesta reportagem está aberto para manifestação por parte da defesa de Marcelo Bormevet. Em caso de posicionamento, a matéria será atualizada.

Veja quem são os réus do núcleo 4:

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– Marcelo Araújo Bormevet, policial federal e ex-servidor da Abin;

– Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército;

– Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;

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– Carlos César Moretzsohn Rocha, ex-presidente do Instituto Voto Legal;

– Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército;

– Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército;

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– Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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