São Bernardo do Campo, (AE) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou entre quatro e cinco minutos durante o velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu aos 7 anos de meningite meningocócica. Segundo o deputado Ivan Valente (Psol-SP), que participou do velório, Lula prometeu ao neto que iria provar que os ladrões chegaram ao poder e que ele não é ladrão.
Ainda de acordo com Valente, Lula ficou todo o período ao lado dos familiares e disse também que o neto iria encontrar no céu a avó e ex-primeira-dama Marisa, mulher de Lula, que morreu em 2017. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que foi candidato do PT a presidente no ano passado, disse que Lula está triste “com tudo o que está acontecendo” e afirmou que não se pode subestimar a dor do ex-presidente.
Lula passou quase duas horas no cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo (SP), onde acompanhou o velório e a cremação do neto. Relatos de pessoas que estavam no velório apontam que Lula chorou muito durante a cerimônia, da qual participaram dois pastores metodistas e um padre católico. Ele ainda consolou o filho Sandro Luis Lula da Silva e a nora Marlene Araújo. O ex-presidente ficou mais de 30 minutos recebendo cumprimentos de mais de cem pessoas.
O ex-presidente recebeu permissão da Justiça para acompanhar a despedida de Arthur e retornou para a carceragem na sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde cumpre pena. O avião que transporta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decolou às 14h14, do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, rumo à Curitiba. Ele havia chegado à cidade paulista pela manhã, após autorização da Justiça para ir à despedida. Lula chegou escoltado por policiais federais por volta das 11h.
Além da família, o velório do neto de Lula contou com a presença de políticos próximos ao ex-presidente, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), e o ex-deputado federal José Genoino (PT-SP).
Do lado de fora do crematório, dentro do cemitério, centenas de pessoas se aglomeram em solidariedade ao ex-presidente e ao neto. Cantaram “Lula livre” e “Lula, guerreiro, do povo brasileiro”, na esperança de que o petista saísse para um discurso. O ex-presidente, contudo, por determinação judicial, não pode falar com a militância, segundo o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.
