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Novo golpe oferece emprego por SMS ou aplicativo de mensagens

Vagas ofertadas por meio do novo golpe têm salário alto e aparentam ser voltadas para trabalhos ‘fáceis’; saiba como se prevenir


Por Gabriel Bhering, estagiário sob supervisão da editora Rafaela Carvalho

06/05/2022 às 17h23- Atualizada 07/05/2022 às 16h32

Brasileiros têm relatado terem sido vítimas de um novo golpe por meio do celular: pessoas entram em contato por um aplicativo de mensagens ou por SMS oferecendo uma vaga de emprego. Nos últimos dias, moradores de Juiz de Fora relataram ter recebido as mensagens, que dão conta de uma oportunidade para atuação em meio período com salário alto.

Em um dos casos do novo golpe, a mensagem, enviada pelo WhatsApp, dizia que o contato de um morador da cidade tinha sido selecionado para o “Projeto AM”, que pagaria de R$ 500 a R$ 1.500 por mês para que a pessoa trabalhe pelo próprio telefone por meio período.

Em outras mensagens, a pessoa se identifica como funcionário de empresas grandes, como Amazon ou Mercado Livre, e oferece R$ 5 mil por mês para que a pessoa trabalhe no formato on-line.

Em ambas as situações, a pessoa que recebeu a mensagem é orientada a clicar em um link e fornecer diversos dados pessoais, sendo este um modo de operação comum do novo golpe para roubo de dados.

Esse tipo de estratégia é chamada de phishing, quando são usados links falsos para roubar dados pessoais, dinheiro ou instalar um software malicioso que invade as informações do celular do indivíduo que clicou no link.

Veja alguns exemplos de usuários que relataram, pelo Twitter, terem sido acionados por contatos estranhos que prometiam vagas de emprego:

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Como se proteger de golpes

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) lançou, em junho de 2021, a cartilha “Golpe, só se for nos criminosos”, que busca preparar a população para os golpes, principalmente por telefone e pela internet. Em abril, a Tribuna mostrou que Juiz de Fora teve 240 estelionatos por mês, geralmente cometidos por meio destes meios de comunicação.

De acordo com a polícia, os golpes mais comuns são o de clonagem de Whatsapp, o do cartão cortado recolhido pelo falso motoboy e o do falso intermediador de vendas. Há também golpes de falsos sequestros e, mais recentemente, os golpes que visam a roubar o Instagram do usuário ou de perfis comerciais para oferecer produtos falsos e receber dinheiro via Pix.

Conforme a Polícia Civil, a dúvida e a informação são duas grandes aliadas para frustrar os planos dos golpistas: “A informação ainda é a maior arma contra esse tipo de crime. Não acredite em vantagens mirabolantes e promessas de grandes negócios, pois, atrás delas, certamente haverá um golpe. É preciso sempre checar. Na dúvida, não faça”, disse, à época do lançamento da cartilha, o delegado-geral da Polícia Civil, Wagner Sales.

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