O Hospital Monte Sinai retomou, em abril deste ano, o programa de transplantes de fígado em Juiz de Fora. Desde a reestruturação do serviço, seis pacientes já passaram pelo procedimento, segundo informações da instituição.
A retomada amplia a oferta de transplantes hepáticos na região e permite que pacientes mineiros tenham acesso ao procedimento sem precisar se deslocar para grandes centros. O hospital atua nessa área desde setembro de 2017, quando realizou o primeiro transplante de fígado.
Para o retorno das atividades, o Monte Sinai reorganizou fluxos internos relacionados à seleção de pacientes, transporte de órgãos, logística cirúrgica e acompanhamento pré e pós-operatório. Durante o período de transição, o credenciamento junto ao Ministério da Saúde foi mantido. O trabalho envolve equipes clínicas, cirúrgicas e multiprofissionais.
Doação de órgãos é principal desafio
Apesar da estrutura disponível, a realização de novos transplantes depende da doação de órgãos. No caso do transplante hepático realizado pelo programa, os procedimentos dependem de doadores falecidos, após confirmação de morte encefálica e autorização familiar.
O processo segue protocolos técnicos definidos pela legislação. A morte encefálica precisa ser confirmada por profissionais habilitados, e a família deve autorizar a doação para que o órgão possa ser captado e destinado a um paciente compatível.
Segundo o hepatologista Fábio Pace, integrante da equipe do programa, o hospital organizou os processos que estavam sob controle técnico da instituição. Ele ressalta, no entanto, que a doação continua sendo indispensável para a realização dos transplantes.
Também fazem parte da equipe atual os hepatologistas Juliano Machado e Tarsila Ribeiro; os cirurgiões Luiz Henrique Silva Borsato, Thaís Bandeira de Oliveira Junqueira e Henrique Salles Barbosa; além dos cirurgiões Lucas Demétrio e Lúcio Pacheco, do Rio de Janeiro.
Captação na região
Os primeiros fígados transplantados após a retomada do programa foram captados principalmente em Ubá, na Zona da Mata, com apoio do Hospital Santa Izabel. Também houve participação de Barbacena, no Campo das Vertentes, e do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, em Juiz de Fora.
Em geral, a equipe do Monte Sinai se desloca para realizar a captação e o transporte dos órgãos. Esse trabalho depende da integração entre hospitais captadores, equipes transplantadoras e o sistema de regulação.
O hospital também atua como centro transplantador e como unidade captadora de órgãos. Essa função é coordenada pelas Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), responsáveis por identificar potenciais doadores e conduzir o acolhimento das famílias.
As comissões têm papel importante na comunicação com os familiares, já que a autorização da família é etapa decisiva no processo de doação. O trabalho busca oferecer informações claras sobre o protocolo de morte encefálica e reduzir recusas motivadas por dúvidas ou insegurança.
Histórico de transplantes
Desde o início dos credenciamentos, em 2017, o Hospital Monte Sinai realizou 32 transplantes de fígado. A instituição também contabiliza 256 transplantes de medula óssea e 346 transplantes de córnea.
Segundo o hospital, a fila de espera por transplante de córneas foi zerada recentemente na região, conforme informações do MG Transplantes. O resultado é atribuído à articulação entre hospitais captadores e o sistema regulador.
No caso do transplante de fígado, a discrepância entre a quantidade de pacientes na fila e o número de órgãos disponíveis ainda prolonga a espera. Há pacientes aguardando desde janeiro de 2026, conforme informações repassadas pelo hospital.
Estrutura de alta complexidade
O transplante de fígado é considerado um procedimento de grande porte e exige suporte especializado antes, durante e depois da cirurgia. No pré-operatório, o desafio é manter o paciente em condições clínicas adequadas até o surgimento de um órgão compatível.
Após o procedimento, o acompanhamento em unidade de terapia intensiva e o suporte multiprofissional são fundamentais para monitorar a adaptação do organismo e a evolução do paciente. O processo também envolve cuidados contínuos no pós-operatório.
A retomada do programa em Juiz de Fora reforça a importância da rede regional de transplantes e da conscientização sobre doação de órgãos. Para que a captação seja possível, especialistas orientam que o desejo de ser doador seja informado previamente à família.
Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe
