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Plasma Rico em Plaquetas (PRP): CFM libera uso e amplia opções para tratamento de artrose e lesões

Dores no joelho: veja seis cuidados para aliviar o desconforto

Foto: Magnific

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A medicina regenerativa ganhou um importante avanço no Brasil com a decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ampliar a utilização do Plasma Rico em Plaquetas (PRP) na prática clínica. Até então, o procedimento era restrito principalmente ao campo das pesquisas científicas. Com a nova regulamentação, médicos passam a contar com mais uma alternativa terapêutica para o tratamento de lesões musculoesqueléticas e doenças degenerativas das articulações.

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O assunto foi destaque no programa Tribuna no Ar, da Rádio Antena 1, em entrevista com o médico do exercício e do esporte Dr. Guilherme Moury Fernandes. Segundo o especialista, o PRP utiliza um recurso biológico do próprio paciente para estimular os mecanismos naturais de regeneração dos tecidos.

O que é o Plasma Rico em Plaquetas?

O Plasma Rico em Plaquetas (PRP) é um tratamento ortobiológico obtido a partir do sangue do próprio paciente. Após a coleta, o sangue passa por um processo de centrifugação que concentra as plaquetas — células responsáveis por liberar fatores de crescimento importantes para a cicatrização dos tecidos. Esse material é então aplicado diretamente na região lesionada, estimulando processos naturais de reparação do organismo. Por utilizar o próprio sangue do paciente, o PRP é considerado um tratamento autólogo, reduzindo significativamente o risco de rejeição ou reações imunológicas.

Segundo Dr. Guilherme Moury Fernandes, o Plasma Rico em Plaquetas pode ser utilizado em diferentes condições ortopédicas, principalmente naquelas relacionadas ao desgaste das articulações e às lesões dos tendões. Entre as principais indicações estão: artrose de joelho, tendinites, lesões nos ombros, lesões no cotovelo, alterações no quadril e algumas lesões esportivas. A indicação depende sempre da avaliação médica individualizada e do estágio da doença.

O especialista destaca que um dos maiores benefícios do PRP não está apenas na redução da dor.  Ao recuperar parte da função das articulações, o paciente consegue retomar atividades físicas e reduzir o sedentarismo, fator diretamente relacionado ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas.

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Outro benefício apontado durante a entrevista é a possibilidade de retardar procedimentos cirúrgicos mais complexos. Pacientes com artrose de joelho, por exemplo, podem apresentar melhora funcional suficiente para adiar a necessidade de uma prótese, especialmente quando o tratamento faz parte de um plano mais amplo de reabilitação. Além disso, os efeitos do PRP costumam durar mais tempo quando comparados a infiltrações tradicionais com corticoides ou ácido hialurônico, embora a resposta varie de acordo com cada organismo.

Como o Plasma Rico em Plaquetas é produzido a partir do próprio sangue, a qualidade das plaquetas depende diretamente das condições de saúde do paciente. Segundo Dr. Guilherme, fatores como alimentação equilibrada, hidratação adequada, prática de atividade física, controle do estresse e boa qualidade do sono interferem na concentração dos fatores de crescimento presentes no plasma. Isso faz com que o tratamento seja altamente individualizado, com respostas diferentes entre os pacientes.

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Como é realizado o procedimento?

O tratamento é relativamente simples e costuma durar entre 30 e 60 minutos. Após a coleta do sangue e a centrifugação, o plasma concentrado é aplicado diretamente na área lesionada. Dependendo da doença tratada e da resposta clínica, podem ser necessárias novas aplicações, geralmente em intervalos de três a seis semanas. O médico ressalta que diferentes métodos de preparo do PRP podem influenciar na concentração das plaquetas e, consequentemente, nos resultados obtidos.

A regulamentação pelo Conselho Federal de Medicina representa um passo importante para ampliar o acesso à terapia. Segundo o especialista, a expectativa é que, futuramente, o tratamento possa ser incorporado tanto pelos planos de saúde quanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando um número maior de pacientes. A ampliação do uso também estimula novos estudos científicos e fortalece o desenvolvimento da medicina regenerativa no país.

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