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Doenças relacionadas às chuvas: saiba como se cuidar

chuvas leonardo costa
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Casos de dengue, leptospirose, hepatite A, diarreia, tétano, amebíase, esquistossomose e picadas de animais peçonhentos, como cobras, aranhas e escorpiões tendem a aumentar após episódios de enchentes. Diante das fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora na última semana de fevereiro, a informação acende o alerta da população.

De acordo com o médico infectologista Marcos Moura, “a chuva favorece essas doenças porque aumenta a água parada, o transbordamento de esgoto, o alagamento de ruas e casas e o acúmulo de lixo. Isso gera mais criadouros para o mosquito da dengue, contamina poços e caixas d’água e expõe as pessoas a água suja, lama e animais. O resultado é mais infecções transmitidas pela água, pelo solo e por vetores”.

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No caso da dengue, o acúmulo de água parada decorrente das chuvas propicia o depósito de ovos do mosquito transmissor,  Aedes aegypti. Leptospirose, hepatite A, diarreia, amebíase e esquistossomose podem ser contraídas a partir do consumo de água e alimentos contaminados com fezes e urina, situação comum após o contato entre esgoto e água das enchentes.

Já o tétano é resultado da contaminação de ferimentos com terra e sujeira, resultados dos escombros de deslizamentos. A chuva também é responsável pela agitação de algumas espécies de animais peçonhentos, que saem dos seus habitats e se aproximam de casas, lixo e entulhos, podendo atacar moradores ,caso sintam-se ameaçados.

Como forma de prevenção a esses mal-estares, especialistas compartilharam com a Tribuna cuidados considerados primordiais no período após as tempestades na Zona da Mata mineira.

Cuidados com a saúde após chuvas e enchentes

Por meio dos canais oficiais de comunicação, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) destacou cuidados importantes que a população deve ter após as chuvas que castigaram a cidade na última semana: antes do consumo de água, é necessário confirmar se esta é potável, filtrada ou fervida para evitar diferentes tipos de contaminação. Em caso de dúvida sobre a qualidade, deve-se utilizar 2 gotas de hipoclorito de sódio (2,5%) para cada 1 litro de água e aguardar 30 minutos antes de beber.

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Acerca dos cuidados durante a limpeza de locais atingidos por enchentes, a orientação é usar equipamentos de proteção individual (EPIs), como galochas e luvas. Além disso, recomenda-se o uso de água sanitária a 2,5% na proporção de duas xícaras de chá (400 mL) de hipoclorito de sódio a 2,5% para 20 litros de água. A solução deve agir nas superfícies contaminadas por lama por 15 minutos.

Moura ressalta que manter o entorno das casas sem lixo e entulho acumulados é uma forma de prevenir picadas por animais peçonhentos, bem como evitar a propagação do mosquito Aedes aegypti.

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Outra orientação é a higiene imediata após o contato com a água ou lama, utilizando sabão e água limpa. Já os alimentos, independentemente de estarem na embalagem, e os medicamentos que tiveram contato com a água da enchente devem ser descartados de forma adequada.

A Secretaria de Saúde de Juiz de Fora alerta para os riscos da automedicação e recomenda que as pessoas que tiveram contato com água contaminada  e lama procurem atendimento médico. Em alguns casos, a medicação de prevenção para a leptospirose pode ser indicada.

Atenção aos sintomas

O médico e a PJF alertam para sintomas que devem ser observados: febre alta, dor no corpo e manchas na pele, sugestivos de dengue; febre com dor nas pernas, mal-estar intenso e olhos amarelados, que podem indicar leptospirose; diarreia, vômitos e sinais de desidratação, comuns nas gastroenterites, inclusive por hepatite A, amebíase e esquistossomose; rigidez perto de um ferimento e dificuldade para abrir a boca, que podem ser sinais de tétano; além de dor intensa e inchaço após picada de cobra, aranha ou escorpião, às vezes com falta de ar ou alteração da visão.

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Em caso de manifestação de sintomas, a recomendação é procurar uma unidade de saúde com urgência. A vacinação, oferecida de forma gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas sedes da Unimed Centro e Moinho, bem como nos abrigos disponibilizados pela PJF, também é indispensável para garantir a proteção contra doenças causadas pelo contato com água e lama contaminadas.

 

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*Estagiária sob a supervisão da editora Gracielle Nocelli

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