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O que é o hantavírus, identificado em surto que causou mortes em cruzeiro holandês

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MV Hondius permanece ancorado sob monitoramento (Foto: Oceanwide Expeditions/Reprodução)
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Um surto de hantavírus ligado a um cruzeiro holandês causou a morte de três passageiros. Um dos corpos ainda permanece na embarcação, conforme a OMS. Outros  oito casos foram identificados e os passageiros retirados do navio. Os demais 140 embarcados chegarão, nos próximos dias, às Ilhas Canárias. Após uma primeira avaliação médica, os passageiros serão repatriados para os países de origem.

A embarcação partiu da Argentina, em 1º de abril e percorreu regiões remotas do Atlântico Sul. No dia 2 de maio, a OMS foi oficialmente comunicada sobre casos de doença respiratória aguda grave a bordo do navio.

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A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, em humanos, pode se manifestar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A transmissão ocorre, geralmente, pela inalação de partículas presentes em fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. A transmissão entre pessoas é considerada rara pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, na quarta-feira (6), a entidade confirmou que a cepa do hantavírus identificada em passageiros infectados a bordo de um cruzeiro era do subtipo Andes, o único associado à possibilidade de transmissão entre humanos.

Na manhã de quarta, autoridades de saúde da África do Sul disseram ter identificado a cepa Andes do hantavírus em dois passageiros que estavam no navio e foram desembarcados no país africano. Autoridades suíças afirmaram ter identificado o mesmo vírus no paciente afetado que está internado no país.

O Departamento de Saúde da África do Sul informou que seus resultados vieram de testes realizados nos passageiros depois que eles foram retirados do navio e levados de avião para a África do Sul. Um dos passageiros, um homem britânico, está internado em uma UTI em um hospital sul-africano. Os testes na outra passageira foram feitos postumamente, depois que ela morreu na África do Sul.

A informação sobre a identificação da cepa Andes entre os passageiros infectados no navio foi confirmada mais tarde pela OMS.

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A cepa Andes do hantavírus pode ser transmitida entre pessoas, mas isso é considerado raro por especialistas. Eles afirmam que a disseminação da doença costuma ser contida porque a transmissão ocorreria apenas por contato próximo, como compartilhar uma cama ou alimentos.

Risco de surto global é baixo

A OMS afirma que o risco desse surto para a população global é baixo. “Esta não é a próxima covid, mas é uma doença infecciosa grave”, disse Maria Van Kerkhove, principal especialista em epidemias da OMS em entrevista à agência de notícias AP.

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O surto de hantavírus ocorreu no cruzeiro MV Hondius, que fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde, na África. As cepas registradas nas Américas, como a andina, costumam ter como sintomas iniciais febre, dor de cabeça e no corpo e evoluir para uma síndrome respiratória que pode causar dor no peito, falta de ar, entre outros sintomas.

Nesta quarta, o navio, que estava próximo ao porto de Praia, capital de Cabo Verde, teve autorização para seguir rumo às Ilhas Canárias, na Espanha, onde os passageiros devem desembarcar.

Hantavírus comulmente é transmitido por ratos silvestres (Foto: CDC/Cynthia Goldsmith/Reprodução)

O Hantavírus

De acordo com informações do Ministério da Saúde do Brasil, o período de transmissibilidade do hantavírus no homem é desconhecido. Estudos sugerem que o período de maior viremia seria alguns dias que antecedem o aparecimento dos sinais/sintomas.

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Já o período de incubação do vírus, ou seja, o período que os primeiros sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é, em média, de 1 a 5 semanas, com variação de 3 a 60 dias.

Na fase inicial, a hantavirose causa os seguintes sintomas:

Na fase cardiopulmonar, os sintomas da hantavirose são:

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*Texto com informações da AP e do Estadão Conteúdo

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